Investigador Champalimaud ganha bolsa de 1,8 milhões de euros

Objetivo é desenvolver técnicas de imagiologia cerebral mais avançadas

O investigador Noam Shemesh, da Fundação Champalimaud, ganhou uma bolsa de investigação júnior do European Research Council, no valor de 1,8 milhões de euros, para desenvolver novas técnicas de imagiologia funcional cerebral por ressonância magnética (fMRI) que permitam registar a atividade neuronal em tempo real, o contrário do que acontece agora.

As técnicas clássicas de fMRI detetam alterações no fluxo sanguíneo e nos níveis de oxigenação que acompanham a atividade neural no cérebro e o que Noam Shemesh pretende desenvolver são novos métodos para medir diretamente a atividade neural e "numa escala temporal muito mais rápida", como sublinha o investigador num comunicado divulgado pela instituição.

As novas técnicas assentam na medição de pequenas variações do volume neuronal associadas à ativação dos neurónios e também na identificação da libertação de neurotransmissores no cérebro, outra medida direta da atividade neuronal.

"O objetivo último" deste trabalho é poder "estabelecer depois a ligação entre o comportamento e os circuitos neuronais que estão na sua origem", sublinha o investigador.

A investigação vai ser desenvolvida com os aparelhos de fMRI "de nova geração recentemente adquiridos pelo centro Champalimaud", conclui Noam Shemesh.

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