Hospital da Guarda perdeu registo cardíaco do bebé que morreu

Hospital informou Ministério Público que se extraviou o exame feito nas urgências à grávida que acabou por perder o bebé às 37 semanas de gestação

O exame a que se se submeteu Cláudia Costa, que perdeu o bebé às 37 semanas de gravidez por alegada falta de assistência no Hospital da Guarda, quando recorreu às urgências devido a uma hemorragia, está desaparecido.

A notícia é avançada este sábado pelo Jornal de Notícias: a administração da Unidade Local de Saúde da Guarda terá informado o Ministério Público, que entretanto determinou a abertura de uma investigação, que os registos cardiotocográficos feitos à grávida se extraviaram.

Os resultados deste exame, que foi feito quatro minutos depois de Cláudia Costa ter dado entrada na urgência pediátrica daquela unidade de saúde, seriam fundamentais para perceber se o bebé estava ainda vivo quando a mãe deu entrada no hospital e se houve negligência, já que a grávida terá sido deixada uma hora e meia em compasso de espera.

Terá desaparecido também o registo do mesmo exame a que Cláudia Costa, de 39 anos, se submetera no dia anterior.

Segundo o JN, os inspetores da PJ encarregues da investigação pediram acesso às imagens de videovigilância do dia em que a grávida se deslocou às urgências, mas ainda nada foi entregue devido a alegados problemas técnicos.

Entretanto, demitiu-se António Mendes, o pediatra que dirigia o departamento de saúde materno-infantil do Hospital da Guarda: o responsável terá resignado 48 horas depois de ser interrogado pelos instrutores internos que conduzem o inquérito que foi entretanto aberto pela Inspeção-Geral das Atividades em Saúde.

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