Queriam "saber como era" matar. Mataram e dormiram com o cadáver

A vítima de 23 anos do homicídio que está a chocar a Itália foi torturada toda a noite e só foi morta na manhã seguinte

Luca Varani, de 23 anos, foi torturado e morto na sexta-feira passada em Roma. A história do homicídio está a chocar a Itália, com dois amigos detidos a confessar ter assassinado o jovem para "saber como era" matar alguém. Como conta o jornal italiano Corriere de la Sera, as autoridades italianas suspeitam que os dois homens terão matado Varani sob o efeito de álcool e cocaína, após decidirem que queriam matar alguém a todo o custo.

Varani foi encontrado com uma faca no peito pela polícia italiana, quando esta entrou no apartamento de Manuel Foffo, amigo do senhorio da vítima. O senhorio, Marco Prato, é um conhecido organizador de festas na comunidade de homens homossexuais em Roma, e terá atraído Varani para o apartamento de Foffo na quinta-feira à noite.

A polícia italiana está a reconstruir as horas que levaram à chegada de Varani ao apartamento na quinta-feira e à sua morte na manhã seguinte. Os dois suspeitos, que são estudantes universitários, tinham gastado mais de 1800 euros em drogas quando, na quinta-feira, enviaram uma mensagem a Varani a oferecer-lhe 100 euros em troca de sexo, atraindo-o para o apartamento de Manuel Foffo.

Inicialmente, os suspeitos tê-lo-ão atacado com um martelo que o pôs insconciente. Acredita-se que Varani terá depois sido torturado toda a noite de quinta-feira e morto só na sexta-feira. Quando foi encontrado, estava desfigurado na cara e no pescoço, onde tinha sido atacado com um objeto cortante.

Os dois suspeitos estão agora acusados de homicídio com especial perversidade. Num interrogatório inicial feito pela polícia, Manuel Foffo confessou que os dois tinham decidido matar Varani ainda antes de ele chegar. "O Luca sofreu horrivelmente", disse Foffo, citado pelo Corriere de la Sera. Acrescentou ainda que os dois limparam a casa depois de terem matado Varani, e passaram o resto do dia em casa. "Depois dormimos com o cadáver em casa", concluiu.

Esta terça-feira, espera-se que um juiz confirme a prisão preventiva para os homicidas confessos.

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