Homens e jovens portugueses estão mais expostos ao fumo do tabaco

Situação é mais grave na região autónoma dos Açores, afetando 20% da população

A exposição ao fumo ambiental do tabaco é mais frequente nos homens e nos mais jovens, segundo os resultados do Inquérito Nacional de Saúde com Exame Físico (INSEF).

Desenvolvido pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), o inquérito analisou o estado de saúde da população residente em Portugal, em 2015, com idade entre os 25 e os 74 anos, tendo concluído que cerca de 13% dos portugueses está exposto ao fumo ambiental de tabaco em casa, nos transportes, em espaços públicos ou no trabalho, durante mais de uma hora por dia.

Divulgados a propósito do Dia Mundial Sem Tabaco, que se assinala na quinta-feira, os dados indicam que a exposição ao fumo ambiental do tabaco é mais frequente nos homens (14,9%) do que nas mulheres (10,8%) e nas pessoas com menos escolaridade (23,6%).

Os jovens, dos 25 aos 34 anos, representam a população mais exposta ao fumo ambiental do tabaco (19,8%), enquanto na população dos 65 aos 74 anos apenas 3,9% afirmou estar exposta.

A exposição ao fumo ambiental do tabaco é maior na região autónoma dos Açores, com 20% da população a afirmar estar exposta ao fumo.

Relativamente à ocupação profissional, são os inquiridos "sem atividade profissional" que estão mais expostos ao fumo (18,2%), seguidos dos "desempregados" (17,7%) e, nos "empregados", 13,6% disse estar exposto ao fumo ambiental do tabaco durante mais de uma hora por dia.

Segundo estimativas elaboradas pelo Institute of Health Metrics and Evaluation, em 2016, morreram em Portugal mais de 11.800 pessoas por doenças atribuíveis ao tabaco.

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