"Há uma tremenda comunidade de cana-mães"

Gia Morón, diretora de relações públicas da Women Grow,da empresa em que trabalha, dos seus objetivos e dos obstáculos que ainda persistem

O que esteve na origem da criação da Women Grow?

A indústria da canábis estava a surgir e muitas mulheres sentiram que estava a ser liderada por homens e não havia um lado feminino na linha da frente. A ideia da Jane West era abrir uma empresa para ajudar empresárias neste espaço, ligando-as umas às outras, oferecendo formação e inspiração. A Women Grow fornece uma plataforma para empresárias, empreendedoras ou mulheres que trabalham em empresas de canábis, para que se possam juntar e fazer networking, construir relacionamentos.

Onde é que há mais mulheres na indústria?

Há algumas que cultivam, não muitas, e algumas que têm dispensários, mas não em grandes números. É noutras áreas do mercado da canábis que se veem muitas mulheres, por exemplo nos negócios associados e no desenho de políticas. Há muitas políticas que estão a ser aprovadas porque as mulheres estão a puxar por elas.

Quais são os obstáculos que permanecem?

Os homens ainda lideram o caminho. Continuamos a enfrentar os mesmos desafios que enfrentamos noutras indústrias. A diferença é que há mais mulheres a chefiar neste espaço. Levantar capital e ter condições iguais de emprego é um desafio. Ainda não há mulheres suficientes na liderança.

Que conselhos dá às mulheres que querem entrar?

É uma indústria sem limite de idade. Pela primeira vez vejo pessoas a sair da reforma para começarem negócios. A oportunidade é tão única, é um excelente espaço para mães. Há uma tremenda comunidade de "cana-mães" que são domésticas ou as principais responsáveis de cuidados na família e veem o beneficio da canábis. Conseguem criar e lançar negócios. O meu conselho é que tenham mentes abertas, façam a vossa pesquisa e levem o vosso tempo para perceber que contributo podem dar à indústria da canábis.

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