Há um site português de encontros que também é agência matrimonial

Chama-se Mr & Mrs Love e apresenta-se como a primeira plataforma que combina os serviços online, de registo e pesquisa de perfis, com o aconselhamento aos casais

Há um novo site de encontros que pode facilitar a vida a pessoas como Paula e Pedro. Paula dedicou-se por completo à medicina, deixando de lado a vida amorosa. Aos 37 anos, e com vontade de ser mãe, decidiu que não queria continuar sozinha e a "fazer de vela". A médica resolveu então procurar uma agência matrimonial , no caso a Amore Nostrum, que dá agora suporte à nova plataforma portuguesa de encontros e relacionamentos amorosos, a Mr & Mrs Love.

Quando contou a sua história na empresa, a equipa lembrou-se imediatamente de Pedro. Um engenheiro, de 38 anos, que recorreu aos mesmos serviços dois meses antes, porque também se sentia sozinho. "Procuravam a mesma coisa." Feito o estudo de compatibilidade dos perfis, começaram por se encontrar na agência. Hoje estão casados e prestes a ser pais.

Casos como este são muito frequentes na agência que trabalha agora com a Mr & Mrs Love, a primeira a combinar serviços online com suporte offline aos utilizadores. A funcionar há cerca duas semanas, tem a particularidade de permitir o contacto direto com uma equipa de especialistas em aconselhamento matrimonial.

João Simões, coordenador do projeto, explica ao DN que, após o registo, a pessoa pode optar pelo serviço normal (dos 40 aos 70 euros) ou premium (199 aos 599 euros). "Neste pode interagir com outros utilizadores, mas tem também à disposição serviços como consultas de psicologia e encontros intermediados por psicólogas". Há ainda a possibilidade de validar o perfil presencialmente, existindo uma "medalha" que identifica os utilizadores que o fizerem. "Isto dá uma segurança que o mundo online não oferece."

"Mais de 50% dos portugueses vivem em solidão", diz a psicóloga Liliana Paiva, coordenadora da Amore Nostrum, que considera que Portugal está "a perder o tabu e a recorrer mais a estes serviços". Em causa a falta de tempo para "procurar um parceiro", e o facto de "as pessoas que se conhecem não serem compatíveis".

A grande maioria das pessoas que procura a agência tem entre 37 e 55 anos e são sobretudo "divorciados à procura de uma segunda oportunidade". Mas há clientes dos 19 aos 80. Todos os anos a procura aumenta e a cada mês surgem entre 100 e 150 novas inscrições. "Se por um lado o tabu diminuiu, por outro a solidão aumentou." Além disso, há cada vez mais acesso à informação. "As pessoas percebem que nos outros países isto já é recorrente." Em muitos casos, os clientes são pessoas que tiveram más experiências com as plataformas online. "Aqui há a garantia de que a pessoa é real."

A perceção é que a internet serve cada vez mais para encontrar o amor. Rui Sousa, gestor de parceiros no site Felizes.pt (criado em 2014) , diz "Há cada vez mais portugueses a procurar relacionamentos sérios na internet e a encontrá-los." Apesar de ainda existir algum tabu, "há cada vez mais abertura e menos estigma".

Para o responsável do site que atrai "portugueses que se sentem sozinhos e procuram um relacionamento amoroso, sempre com muito respeito e cavalheirismo", estas plataformas deixaram de servir para meros encontros ocasionais. "Os portugueses, cujo tempo livre para saídas sociais é cada vez mais reduzido, procuram não só romance mas também amizade ou apenas companhia virtual para momentos mais sós."

Nos últimos anos surgiram inúmeros sites e aplicações para facilitar amizades e encontros amorosos. É o caso do Tinder, uma app que permite localizar pessoas geograficamente próximas, e que tem agora um grande concorrente. Chama-se Happn, é francesa e funciona por georreferenciação, mostrando só as pessoas com quem o utilizador se cruzou. Uma espécie de segunda oportunidade.

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