Grupo etário 24-49 é o mais vacinado em Portugal

Números da vacinação revelam que a população mais idosa ainda está atrás da população ativa. Algarve é a região com menos pessoas inoculadas.

O grupo etário 24-49 é o que mais vacinas recebeu em Portugal até ao momento, num total de 571.981 doses administradas em Portugal continental, revela o primeiro relatório de monitorização da vacinação contra a covid-19, divulgado ontem.

O documento, que resulta da task-force da vacinação em colaboração com os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS), informa que 216.105 pessoas entre os 24 e os 49 anos receberam uma ou ambas as doses da vacina, entre as quais 84.231 já receberam as duas tomas.

Estes dados refletem a prioridade que as autoridades de saúde definiram - primeiro os profissionais de saúde, depois os mais idosos. Entre a terceira idade (os grupos 65-79 e +80) houve 172.111 pessoas inoculadas, das quais 60.172 com as duas doses.

Por regiões, o Norte é que mais vacinas administrou (171.789), seguido de perto por Lisboa e Vale do Tejo (168.196), estando ambas as regiões com 2% de população vacinada. Em termos percentuais é o Alentejo quem lidera (4%), graças às 43.951 doses distribuídas.

É no Algarve que se verifica um maior atraso na vacinação: apenas 18.681 doses, equivalente a 1% da população algarvia com as duas vacinas. Em Portugal continental 199.511 pessoas receberam a vacinação completa.

O país tinha recebido até ao dia 14 694.800 doses de vacinas, tendo distribuído 42.900 para as ilhas.

Segundo informações prestadas segunda-feira pela ministra da Saúde, o país iria receber até ao final da semana mais 197.730 doses de vacinas, da Pfizer/BioNTech e da AstraZeneca. Marta Temido disse que até ao final do primeiro trimestre são esperadas 2,5 milhões de doses. Mas a Moderna avisou entretanto a UE de que vai entregar menos doses em fevereiro do que o esperado.

Já a Johnson & Johnson, através da filial Janssen-Cilag, submeteu o pedido de comercialização da sua vacina à Agência Europeia de Medicamentos. Espera-se que a autorização seja concedida em cerca de um mês e que Portugal comece a receber no segundo trimestre as 1,25 milhões de vacinas (de toma única) contratualizadas.

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