Gonçalo Amaral já não é obrigado a pagar indemnização aos McCann

Tribunal da Relação revogou sentença que obrigava o ex-inspetor da PJ a pagar 500 mil euros aos pais de Maddie. Mas os McCann não desistem e vão recorrer para o Supremo

O Tribunal da Relação de Lisboa considerou que Gonçalo Amaral agiu "licitamente" ao escrever no seu livro que foi investigada a tese na PJ de os pais de Maddie McCann serem responsáveis pelo seu desaparecimento, no Algarve, em 3 de maio de 2007. Na apreciação do recurso interposto por Amaral da decisão do Tribunal Cível de Lisboa, que o obrigava a pagar meio milhão de euros de indemnização a Kate e Gerry McCann, a Relação de Lisboa decidiu assim a favor do ex-inspetor da PJ, desobrigando-o desse pagamento.

Isabel Duarte, advogada dos McCann neste processo, adiantou ao DN que vai "avançar com recurso para o Supremo Tribunal de Justiça", uma vez que os McCann lhe disseram para o fazer.

A editora Guerra e Paz anunciou que, perante esta decisão da Relação, o livro "A Verdade da Mentira", da autoria de Gonçalo Amaral, regressará nas próximas semanas às livrarias portuguesas. Em comunicado, a editora reagiu assim: "O Tribunal da Relação revogou a sentença do Tribunal da 1.ª Vara Cível de Lisboa, absolvendo Gonçalo Amaral, autor do livro «A Verdade da Mentira», sobre o caso Maddie, e absolvendo igualmente a Guerra e Paz Editores, a Valentim de Carvalho Filmes e a TVI. O Tribunal da Relação julgou totalmente improcedente a acção movida pelo casal McCann, por não provada, absolvendo Gonçalo Amaral relativamente a todos os pedidos contra ele formulados. O Tribunal da Relação de Lisboa reconhece a Gonçalo Amaral o seu direito constitucional a exprimir a sua opinião".
O Tribunal da Relação "anula igualmente a proibição de comercialização do livro que resultara da sentença do Tribunal Cível. A Guerra e Paz Editores congratula-se com esta decisão que faz prevalecer o direito à informação e o direito à liberdade de expressão".

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