GNR identifica 14 tipos de ameaças possíveis na visita do Papa

Existem quatro perímetros de segurança à volta do santuário. A Guarda diz que haverá sempre um militar "em linha de vista"

O plano de operações da GNR, preparado para a visita do Papa Francisco a Fátima, tem em conta 14 cenários de ameaça e riscos, identificados com base na avaliação do SIS (Serviços de Informações de Segurança) e com contributos das outras forças e serviços de segurança envolvidas. Embora não existam ameaças de atentados que tivessem sido valorizadas pelos analistas das secretas e das polícias, no atual contexto internacional, a GNR definiu planos de contingência para prevenir e minimizar danos de cerca de dezena e meia de possíveis, mas não prováveis, ameaças. Esta quarta-feira, no comando-geral, em Lisboa, um a um, dirigentes operacionais das polícias e secretas envolvidas na operação de segurança, ouviram o "guião" planeado pela Guarda.

(Veja aqui o gráfico em página inteira)

São as seguintes ameaças e riscos consideradas mais relevantes: situação de pânico provocado (foi dado o exemplo dos recentes incidentes em Sevilha, em abril); atropelamento em massa (exemplo dos recentes atentados terroristas); bombistas suicidas; atiradores furtivos; sequestros; ataques com drones; atentado com material NRBQ (Nuclear, Radioativo, Biológico ou Químico);engenhos explosivos; objetos suspeitos; bloqueio da circulação rodoviária; falha nos sistemas informáticos; falhas nas telecomunicações; queda de estruturas; e retirada de altas individualidades que corram risco.
O nível de alerta durante a visita do Papa Francisco dia 13 de maio, pode subir para risco "significativo", para serem acionados todos os meios de prevenção, de acordo com a última avaliação do SIS.

"Decidimos tomar todas as medidas preventivas possíveis, umas mais, outras menos visíveis", sublinha o porta-voz da GNR ao DN, Bruno Marques. Foram tidas em conta "as recomendações do SIS", garante o major, "incluindo a de não circularem veículos pesados no interior da Cova de Iria".

Estão definidos quatro perímetros de segurança, com diferentes graus e autorizações de acesso, e garantida uma "forte presença policial, quer para ser ativada na prevenção e contenção da ocorrência de incidentes, como no apoio aos peregrinos". A distribuição no terreno do efetivo, principalmente na Cova de Iria, foi organizada "a haver sempre um militar em linha de vista" de todas as pessoas. No santuário a presença será "mais discreta", como militares à civil, da investigação criminal. "A qualquer momento as pessoas podem dirigir-se aos nossos elementos para pedir informações ou relatar alguma situação que considerem suspeita". No santuário a GNR conta com o apoio das câmaras de videovigilância. A GNR terá três posto de comando ativos (o principal e um de reserva em Fátima) e outro no Carmo. O SIS, o SEF e a a PJ terão as suas salas de situação nas sedes.

Novidade é a utilização de um helicóptero que filma a alta resolução, a 2000 metros, e que "será um instrumento muito importante à tomada de decisão do comando operacional". Outra novidade é a Força Aérea ter um papel inédito na segurança interna: o "empastelamento" das frequências de drones que tentem entrar no espaço aéreo do santuário, que estará fechado no dia da vista.

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