Global Covenant of Mayors for Climate & Energy vence prémio Gulbenkian para a Humanidade

A segunda edição deste prémio distingue a maior aliança global para a liderança climática das cidades, à qual é atribuído o valor de 1 milhão de euros para aplicar em projetos no Senegal e nos Camarões.

A aliança Global Covenant of Mayors for Climate & Energy (GCoM) venceu esta terça-feira a segunda edição do prémio Gulbenkian para a Humanidade, no valor de um milhão de euros, que vão ser aplicados em projetos de fornecimento de água potável no Senegal e desenvolvimento de soluções de eficiência energética nos Camarões.

O Prémio Gulbenkian para a Humanidade distingue pessoas e/ou organizações de todo o mundo cujas contribuições para a mitigação e adaptação às alterações climáticas se destaquem pela sua originalidade, inovação e impacto. O Prémio, no valor de um milhão de euros, é atribuído anualmente.

No ano passado, a ativista Greta Thunberg venceu a primeira edição do prémio.

A GCoM é a maior aliança global para a liderança climática das cidades, sendo constituída por mais de 10 600 cidades e governos locais de 140 países, entre os quais se inclui Portugal. É presidida por Frans Timmermans, vice-Presidente Executivo da Comissão Europeia para o Pacto Ecológico Europeu, e por Michael Bloomberg, antigo presidente de Câmara de Nova Iorque e enviado especial do Secretário-Geral das Nações Unidas para Ambições e Soluções Climáticas.

Frans Timmermans afirmou, ao site da Fundação Clouste Gulbenkian ter ficado "verdadeiramente honrado pela atribuição deste prestigiado prémio, que vem reconhecer o papel pioneiro das cidades na transição para uma economia com emissões zero de carbono e também a urgência em combater a crise climática em todo o mundo". "Iremos impulsionar o reconhecimento que nos foi conferido pela Fundação Calouste Gulbenkian apoiando os presidentes de Câmara que se encontram a liderar a implementação de ações climáticas ambiciosas", acrescentou.

Já Michael Bloomberg sublinhou que as cidades "são a chave para vencer a batalha contra as alterações climáticas". "Apoiando-as e ajudando-as a trabalhar em conjunto, podemos fazer muito para acelerar o progresso global", disse, revelando que "o valor do prémio irá, através do Global Covenant of Mayors, ajudar as cidades da África subsariana a enfrentar as alterações climáticas, de modo que possam também recuperar dos impactos económicos provocados pela pandemia".

Por sua vez, o júri do prémio refere que a atribuição do Prémio Gulbenkian para a Humanidade "não podia ser mais oportuna e apropriada, já que mais de metade da população mundial vive em áreas urbanas, sendo as cidades responsáveis por mais de 70% das emissões globais de CO2". Salientando "o papel determinante dos municípios para lutar eficazmente contra as mudanças climáticas e o alcance global desta organização", o júri destacou que o montante do prémio se destina "a apoiar a sua ação concreta na criação de cidades descarbonizadas e resilientes, com um foco especial em dois projetos em África".

Isabel Mota, presidente da Fundação Calouste Gulbenkian, considerou que a escolha pretende destacar, por um lado, o papel das cidades no combate à crise climática e, por outro, a importância de apoiar projetos direcionados para as populações que são simultaneamente mais desfavorecidas e mais afetadas pelas alterações. "Acho que o resultado a que chegamos responde àquilo que a Fundação quer com o prémio: reconhecimento, alerta para a urgência climática, o papel que as cidades têm que ter nesta luta e apoiar os mais desfavorecidos atingidos pelos efeitos das alterações climáticas", resumiu.

A segunda edição deste prémio contou com 113 candidatos provenientes de 48 países, sendo o prémio entregue a 9 de novembro na Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP26), que se realiza em Glasgow, na Escócia.

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