Fuzileiros vão apoiar Autoridade Marítima nas praias

Marinha disponibiliza militares para aconselhar pessoas e prevenir afogamentos numa "situação de emergência"

Algumas dezenas de fuzileiros estão a ser colocados em várias estações salva-vidas para apoiar as autoridades marítimas locais em certas praias "não vigiadas" e fazer face a uma "situação de emergência" que já causou várias mortes, disse fonte oficial ao DN.

O porta-voz da Marinha, comandante Coelho Dias, assegurou que os fuzileiros "não vão substituir" os nadadores-salvadores mas "auxiliar os capitães de portos" em ações de sensibilização nas praias da Costa da Caparica e a norte do Cabo da Roca até à Nazaré.

A "situação de emergência" que leva os militares da Marinha a reforçar o apoio "debaixo das ordens dos capitães de portos" resulta de "uma conjugação de fatores" que causaram já cinco mortes, explicou o oficial.

Altas temperaturas, mar adverso, inclinações acentuadas das praias que leva as ondas a rebentar mesmo em cima da areia (surpreendendo quem passeia junto à linha de água), fundos não regularizados que provocam agueiros, são algumas dessas causas.

Como certos municípios ainda não declararam aberta a época balnear, os concessionários têm de apresentar previamente planos de salvamento aos capitães de portos para, depois de aprovados, poderem contratar nadadores-salvadores nessas áreas, salientou Coelho Dias.

Os militares "não vão patrulhar" as praias, enfatizou ainda o porta-voz da Marinha, mas "contribuir para o reforço da cultura de segurança" das pessoas, pois algumas das que morreram nos últimos dias não estavam a tomar banho.

Os fuzileiros, escolhidos por ter formação como nadadores-salvadores para atuar em caso de necessidade, vão utilizar roupa identificada com o símbolo das estações salva-vidas, acrescentou o comandante Coelho Dias.

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