Fundação Santander oferece bolsas para cursos de português destinadas a refugiados ucranianos

Os cidadãos ucranianos que pretendam candidatar-se deverão inscrever-se através da plataforma do Santander até 4 de setembro. O objetivo é "ajudar e apoiar a integração" de todos aqueles que foram "forçados a sair das suas casas e estão a ser acolhidos em Portugal".

Os cidadãos ucranianos fugidos da guerra que pretendam aprender português podem candidatar-se às bolsas lançadas pela Fundação Santander, que vai oferecer cursos online de 12 semanas ministrados pela Universidade Aberta.

O curso, apoiado pela Embaixada da Ucrânia em Portugal, terá a duração de 78 horas distribuídas por 12 semanas e decorre totalmente online na plataforma de ensino da Universidade Aberta, contando com o acompanhamento de um docente, segundo informações divulgadas esta segunda-feira pela Fundação Santander.

Os alunos que não tenham computador, podem usar um dos 18 centros da instituição universitária que disponibilizam salas com terminais, em todo o país, incluindo as regiões autónomas.

Segundo a Fundação, esta formação irá dotar os participantes de competências linguísticas fundamentais para comunicar e integrar a comunidade em que estão inseridos em Portugal tão rapidamente quanto possível.

Iniciativa surgiu após viagem de acompanhamento de ucranianos da Polónia para Portugal

Esta iniciativa destina-se a ucranianos adultos com ou sem formação académica formal que pretendam adquirir, desenvolver ou consolidar competências de comunicação em língua portuguesa.

Os cidadãos ucranianos que pretendam candidatar-se deverão inscrever-se no curso através da plataforma do Santander até 4 de setembro de 2022, que está disponível em https://app.becas-santander.com/pt/program/bolsas-santander-idiomas-portuguese-for-ukrainian-refugees-a1-1u.

Esta iniciativa surgiu após a viagem de avião com 178 refugiados ucranianos, da Polónia até Portugal, acompanhada e apoiada pela Fundação Santander em colaboração com a Paróquia do Campo Grande. Uma missão de resgate que o DN acompanhou.

"Fazer a diferença na vida das pessoas é a missão da Fundação Santander Portugal. Na sequência da nossa viagem de acompanhamento dos refugiados ucranianos da Polónia para Portugal, verificámos que a língua é um grande obstáculo a uma boa integração, nomeadamente em termos laborais", referiu Inês Oom de Sousa, presidente da Fundação Santander sobre a importância desta iniciativa.

Nesse sentido, procurou-se "rapidamente uma forma de contribuir para a eliminação" da barreira linguística. "Esta parceria com a Universidade Aberta pareceu-nos a mais adequada, uma vez que nos permite abranger o maior número de pessoas", concluiu.

"O objetivo é ajudar e apoiar a integração de todos aqueles que, perante a situação de guerra no seu país, foram forçados a sair das suas casas e estão a ser acolhidos em Portugal"

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já causou a fuga de mais de 13 milhões de pessoas, das quais mais de seis milhões para fora do país, de acordo com os mais recentes dados da ONU.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) atribuiu, desde o início do conflito na Ucrânia, mais de 35 mil proteções temporárias a cidadãos ucranianos e a estrangeiros que residiam naquele país, dos quais mais de 12 mil eram menores.

"O objetivo é ajudar e apoiar a integração de todos aqueles que, perante a situação de guerra no seu país, foram forçados a sair das suas casas e estão a ser acolhidos em Portugal", avança o gabinete de comunicação da Fundação.

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