Foi a Fátima a pé e acabou despedida. Tribunal diz que havia outras sanções

Tribunal do Trabalho considerou despedimento ilegal e instituiu indemnização. Entidade patronal vai recorrer

Uma funcionária do centro paroquial de Alpendorada, em Marco de canaveses foi despedida depois de ter faltado ao trabalho para ir a Fátima a pé em maio do ano passado. Acabou despedida. Mas o Tribunal do Trabalho considerou o despedimento ilegal, conta hoje o Jornal de Notícias.

De acordo com esta fonte, a funcionária, ajudante de ação educativa, estava convencida de que os dias de férias que tinha pedido para ir em peregrinação lhe haviam sido cedidos, pelos que não compareceu no trabalho. O padre que dirige o centro paroquial de Alpendorada, por seu lado, alega que avisou a funcionária que ela não poderia gozar dias de férias naquela altura.

A funcionária, com mais de 14 anos de casa, não se apresentou ao serviço e foi a pá a Fátima. Quando regressou foi demitida por justa causa. Recorreu ao Tribunal do Trabalho, que embora admita que a ausência da funcionária tenha afetado o funcionamento da instituição, considerou que haveria outras formas de sancioná-la que não a "a sanção expulsiva mais gravosa", nomeadamente sanção pecuniária, perda de dias de férias, suspensão com perda de retribuição. Por isso, considerou o despedimento ilícito e condenou o centro paroquial a pagar uma indemnização de "cerca de uma dezena de milhares de euros", diz o JN.

A instituição vai recorrer da decisão.

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