Combate a fogo em Odemira já envolve mais de 400 bombeiros

Foi já retirado um total de 17 pessoas de montes e casas dispersos, de primeira e segunda habitação, mas ainda não foi evacuada nenhuma aldeia.

Um total de 435 operacionais estava, cerca das 20:50 de hoje, a combater o incêndio que lavra no concelho de Odemira, que já levou a GNR a cortar o trânsito na Estrada Regional 266 (ER 266), segundo as autoridades.

De acordo com informações disponíveis no sítio de Internet da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), àquela hora o combate ao incêndio mobilizava 435 operacionais, apoiados por 152 viaturas, não havendo já meios aéreos envolvidos.

Em declarações à agência Lusa, fonte da GNR disse que, devido ao incêndio, o trânsito na ER266 foi cortado por volta das 20:00, entre a localidade de Nave Redonda, no concelho de Odemira, e perto da vila de Monchique, já no Algarve.

A fonte da GNR disse que, ao longo da tarde de hoje, "por precaução", 17 pessoas foram retiradas de montes e casas dispersos, de primeira e segunda habitação, mas "ainda não foi evacuada nenhuma aldeia" no concelho de Odemira.

Também contactada pela Lusa, fonte da ANEPC explicou que o fogo já estará "nos limites do concelho de Odemira e a passar para o concelho de Monchique".

"Ainda não temos essa informação validada, porque não temos coordenadas do local para nos referenciar com exatidão onde é que a frente de fogo se encontra e se já entrou em Monchique, mas é uma questão de tempo. Se não entrou, provavelmente vai entrar", afirmou a fonte.

O incêndio mantém duas frentes ativas, que "continuam a arder com intensidade e nenhuma delas cedeu aos meios", disse a fonte, prevendo "uma noite muito trabalhosa".

"É um incêndio com progressão rápida, tem combustível disponível, fruto da secura, sobretudo dos combustíveis finos", e a sua propagação "é potenciada pelo fator vento, que está alinhado com a difícil topografia", disse.

Por isso, o incêndio "tem todas as condições para progredir com rapidez", acrescentou, indicando que a frente de fogo "andará próxima das localidades de Cansino, Foz do Açor e Foz dos Currais".

"Foram enviado meios para pré-posicionamento, ou seja, para antecipar qualquer necessidade que venha a haver de proteção a estas populações, uma vez que o incêndio tem esta trajetória e por isso é possível que possa atingir estas localidades", notou.

As chamas já fizeram um ferido grave, um civil de 20 anos que sofreu queimaduras e foi transportado para o hospital, tendo ainda um bombeiro sido assistido no local, por ter sofrido uma entorse, segundo a fonte.

"Este civil foi inicialmente considerado ferido leve e, depois da intervenção da viatura médica, foi reclassificado para ferido grave, porque inspirou ar muito quente e tem que ser avaliado do ponto de vista das vias aéreas e estamos a falar de uma área queimada considerável", explicou a fonte da ANEPC, frisando tratar-se do "único ferido" por agora, dado que o bombeiro foi apenas assistido no local.

Os bombeiros receberam às 13:14 o alerta para o fogo, que eclodiu perto do lugar de João Martins, na freguesia de Sabóia, no concelho de Odemira, e que está a consumir mato e povoamento florestal misto, nomeadamente sobreiros, pinheiros e eucaliptos.

A operação de combate envolve meios dos bombeiros e da Força Especial de Proteção Civil, assim como a AFOCELCA, GNR e Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).

atualizado às 21.:00

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