Filas para a vacinação. Task force apela aos portugueses para respeitarem os horários

A task force que coordena a vacinação contra a covid-19 apelou ao respeito pelos horários de cada centro de vacinação, de modo a diluir o fluxo de utentes a vacinar nas várias modalidades disponíveis.

"Nos últimos dias, um significativo número de utentes sem agendamento dirigiu-se a alguns centros de vacinação covid (CVC) para serem vacinados nas modalidades "casa aberta" e antecipação da segunda dose da vacina AstraZeneca, sem respeitarem horários estipulados por cada" uma destas estruturas, adiantou a `task force´.

Face a esta situação, a estrutura que coordena a logística da vacinação, com o objetivo de diluir o fluxo de utentes aos centros, solicitou que "todos os utentes respeitem os horários estabelecidos, quer no agendamento por mensagem SMS e telefonema, quer para as modalidades "casa aberta" e de antecipação da segunda dose da AstraZeneca, definidos para cada CVC".

Em comunicado, a `task force´ liderada pelo vice-almirante Gouveia e Melo adiantou ainda ter conhecimento de "relatos de comportamentos menos corretos de alguns utentes para com os muitos profissionais, que em cada CVC dão diariamente o seu melhor para garantir a segurança e qualidade do processo de vacinação".

"Desta forma, volta a apelar-se à compreensão e tolerância de todos os utentes no respeito pelas orientações e aconselhamento destes profissionais, apesar de alguns constrangimentos e perturbações e inerente perda de qualidade do processo nesta fase, essenciais ao normal funcionamento dos CVC e ao cumprimento do objetivo a que nos propusemos de vacinar mais de 850 mil esta semana", referiu a `task force´.

Depois de na segunda-feira ter sido atingido o recorde diário de vacinação com mais de 141.500 inoculações, a `task force´ estima que hoje se tenha igualado o mesmo número de vacinas, o que significa a vacinação de mais de 280 mil pessoas em dois dias.

O coordenador da'task force' disse no sábado à Lusa que Portugal vai acelerar o ritmo de vacinação devido à rápida disseminação da variante Delta do coronavírus SARS COV-2, considerada mais transmissível e que já é a predominante no país.

Em Portugal, desde o início da pandemia, em março de 2020, morreram 17.118 pessoas e foram registados 892.741 casos de infeção, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em países como o Reino Unido, a Índia ou a África do Sul.

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