Falharam assalto e atacaram PSP com arsenal de guerra

Grupo tentou roubar carrinha de valores no Barreiro. Não conseguiu e acabaram a trocar tiros com polícia. Morreu uma pessoa

O uso de uma pistola, um revólver, uma metralhadora e uma shotgun - recuperados pela polícia, mas que foram utilizados para disparar contra os agentes - já era um indicador inequívoco do perigo que o grupo que tentou assaltar uma carrinha de valores no noite de sábado no Barreiro representava.

Mas o que mais surpreendeu as autoridades foi o recurso aos coletes à prova de bala, considerada uma "sofisticação pouco normal", segundo fonte policial, para quem este equipamento demonstra que "estavam ali para o que desse e viesse. Houve uma decisão prévia para disparar caso o assalto corresse menos bem. Também não é normal esta violência".

A tentativa de roubo que aconteceu junto ao supermercado Continente do Barreiro terminou com um assaltante morte e outro ferido. À hora de fecho desta edição a PSP ainda tentava capturar quatro ou cinco fugitivos. A autópsia ao assaltante morto será feita hoje para apurar quem alvejou o indivíduo, com idade entre 30 a 40 anos, identificado pelas autoridades como "pessoa experimentada" no mundo do crime da zona norte do Tejo. Há ainda um outro suspeito gravemente ferido.

Aliás, fonte policial avançou ao DN que o acesso ao armamento utilizado durante o assalto retrata que o grupo será formado por "elementos experimentados". Sabiam que o dinheiro iria ser recolhido pelas 23.30 horas por uma carrinha de transporte de valores, mas, segundo a investigação, a carrinha ter-se-á atrasado ligeiramente, enquanto os indivíduos, encapuzados e de luvas, precipitaram o roubo do dinheiro, tendo colocados as notas num carrinho de compras.

Ao agirem cedo de mais, permitiram que um funcionário do supermercado alertasse a PSP, tendo este passado uma informação que não indiciava que a ocorrência iria ser tão grave como se verificou minutos depois. Assim que um carro patrulha chegou ao local foi alvejado pelos assaltantes, tendo os agentes respondido. Seguiu-se uma troca de tiros. Segundo o comandante da PSP de Setúbal, os dois primeiros polícias a chegar ao local sofreram ferimentos, tendo um deles sido atropelado pelos suspeitos.

As autoridades também ficaram surpreendidas com a violência utilizada pelos indivíduos logo no primeiro embate com a PSP. Fonte da PJ considera que o recurso aos disparos não é uma atitude "inteligente", sublinhando que os gangues mais experimentados neste tipo de crime preparam os assaltos para evitar confrontos com troca de tiros. "Este grupo não fez nada para evitar o tiroteio", frisa a fonte do DN.

Nas imediações do Continentes do Barreiro estava o carrinho de compras com dois sacos cheios de dinheiro. Ainda chegou a ser empurrado durante alguns metros pelo indivíduo que viria a ser abatido. Segundo o comandante da PSP de Setúbal também foi ele o primeiro a disparar contra a polícia, contando com cobertura dos restantes elementos do grupo. A PJ está a investigar, tendo o caso sido entregue diretamente à Unidade de Combate ao Terrorismo.

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