Explorador morreu a tentar atravessar Antártida

A última mensagem partilhada o Twitter dava conta do internamento de Worsley em Punta Arenas,no Chile

O explorador Henry Worsley, de 55 anos, morreu depois de ter sido internado por exaustão e desidratação, enquanto tentava atravessar a Antártida, avança a BBC. O britânico queria ser o primeiro a atravessar o continente gelado sem ajuda - estava a cerca de 48 quilómetros de atingir o seu objetivo.

Worsley estava a tentar completar travessia inacabada do explorador Ernest Shackleton (há 100 anos), da forma mais difícil: sozinho e sem qualquer tipo de assistência. A viagem tinha começado há 71 dias e era suposto durar 80.

A última mensagem partilhada na rede social Twitter, na página da aventura, dava conta do internamento de Worsley em Punta Arenas, no Chile. A mulher do explorador, Joanna Worsley, anunciou a morte de Worsley esta segunda-feira, explicando que lhe foi diagnosticada peritonite bacteriana e que este "morreu após falência múltipla de órgãos".

O antigo oficial do exército britânico queria angariar 100 mil libras para o Fundo Endeavour, que ajuda militares feridos ou doentes. Mas Worsley confessava-se também fascinado pela chamada Idade do Ouro da exploração dos polos e dizia ser um parente afastado de Frank Worsley, o capitão do Endurance que transportava a expedição de Ernest Shackleton.

Depois de ter participado em duas expedições polares anteriores, Worsley preparou-se para longa jornada de mais de 1700 km, em condições extremas (podem chegar aos -30º), ao longo de 80 dias. A expedição chamava-se Shackleton Solo, em homenagem ao explorador do início do século passado.

No sábado resolveu pedir que o recolhessem, tendo sido resgatado por meios aéreos e operado de emergência um hospital no Chile, onde acabou por morrer.

O herdeiro ao trono britânico, o príncipe William, um dos patronos da expedição e também envolvido no apoio ao Fundo Endeavour, expressou hoje, em conjunto com o irmão Harry, a sua "imensa tristeza" pela morte de Henry Worsley.

"Perdemos um amigo, mas vai continuar a ser uma fonte de inspiração para todos nós, especialmente para aqueles que vão beneficiar do seu apoio através do Fundo Endeavour", afirmou o príncipe William.

Com Lusa

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