Em 2016 registaram-se menos ataques de tubarões não provocados

Quatro dos 81 ataques foram mortais - dois ocorreram na Austrália e os outros dois na Nova Caledónia

Em 2016 registaram-se 81 ataques não provocados de tubarões a seres humanos, menos 17 do que no ano anterior, segundo o relatório anual do Arquivo Internacional de Ataques de Tubarões (ISAF, na sigla em inglês).

O relatório citado pela agência noticiosa espanhola Efe indica que a taxa de mortalidade anual foi de 4,9% (apenas quatro daqueles ataques foram mortais), uma percentagem baixa de acordo com os parâmetros do ISAF, uma base de dados da Universidade da Florida.

Dois dos ataques mortais de 2016 ocorreram na Austrália e os outros dois na Nova Caledónia, território francês no sudoeste do Oceano Pacífico.

Dos 150 possíveis ataques de tubarões a humanos investigados o ano passado pelo pessoal do ISAF, concluiu-se que 81 foram não provocados, ou seja, ocorreram no habitat natural dos peixes e sem que houvesse provocação por parte da pessoa atacada.

A América do Norte foi a zona com maior número de ataques, 53 dos quais ocorreram nos Estados Unidos, incluindo 10 no Havai. A costa da Florida, com 32 ataques em 2016, continua a ser a zona a nível mundial onde se registam mais ataques não provocados.

Na Austrália registaram-se 15 ataques, na Nova Caledónia quatro, na Indonésia dois e em cada um dos seguintes países ocorreu um ataque: Bahamas, Brasil, Japão, Reunião, África do Sul, Espanha e Sri Lanka.

Em mais de metade dos ataques (58%), as vítimas foram surfistas ou praticantes de outros desportos ou atividades recreativas no mar, embora os praticantes de 'snorkel' tenham corrido pouco perigo (4,9% de ataques), refere o relatório do ISAF.

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