Diagnóstico da sustentabilidade do sistema de saúde em análise esta terça-feira

As fragilidades expostas pela pandemia, os desafios do futuro e o equilíbrio das contas do SNS serão alguns dos temas abordados amanhã na 9.ª conferência «Sustentabilidade em Saúde», uma iniciativa da AbbVie, do DN e da TSF.

A concentração de recursos no combate à pandemia desviou meios técnicos e humanos da resposta do Serviço Nacional de Saúde (SNS) às restantes patologias clínicas. O efeito em cadeia resultou no aumento de consultas, exames e cirurgias adiadas, que suspendeu grande parte da atividade assistencial e que pode ter causado o início de uma nova pandemia: a das doenças por diagnosticar. Os alertas são dos especialistas em saúde - como Tamara Milagre (EVITA), Guilherme Macedo (Organização Mundial de Gastrenterologia) e Ricardo Mexia (ANMSP), que participaram no webinar "Covid-19: é tempo de olhar em frente" - que pedem um esforço adicional na recuperação do tempo perdido.

Tirar uma radiografia à capacidade do SNS e encontrar estratégias para o tornar mais resiliente a ameaças futuras serão temas centrais na 9ª conferência "Sustentabilidade em Saúde", uma iniciativa AbbVie/DN/TSF, que acontece já esta terça-feira, dia 15, no Museu do Oriente, em Lisboa.

Veja aqui a conferência:

Índice de Saúde Sustentável caiu 18 pontos, mas avaliação do SNS continua positiva

Como tem sido habitual nas últimas edições do evento, será apresentada a versão anual do Índice Saúde Sustentável, produzido pela NOVA Information Management School, que, entre outras dimensões, analisa a evolução da sustentabilidade do SNS. São tidos em conta fatores como a atividade, a despesa, a dívida e a qualidade dos serviços prestados, mas também os impactos económicos relacionados com o estado de saúde dos portugueses. A divulgação dos números e das conclusões do estudo será garantida por Pedro Simões Coelho, presidente da NOVA IMS. Em declarações ao DN, o perito diz que "o sistema continuou a mostrar-se eficaz" apesar dos constrangimentos trazidos pela crise sanitária, cujo impacto no sistema de saúde será, também, escrutinado por este relatório.

Para a discussão dos resultados e para a definição de prioridades no reforço do SNS, vão estar presentes responsáveis políticos, antigos governantes e especialistas em saúde. A primeira conversa, moderada pelo jornalista da TSF Carlos Raleiras, contará com Pedro Simões Coelho, o ex-ministro da Saúde Adalberto Campos Fernandes e o deputado do PSD e médico Ricardo Baptista Leite.

"A pandemia representou um enorme desafio ao nosso sistema de saúde e não só ao SNS. Esteve em causa um desvio de recursos para uma só patologia, que representou um número excecional de doentes e obrigou à adoção de medidas de prevenção nunca antes vistas", explica ao DN Armando Carvalho, responsável pelo serviço de medicina interna do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC).

Será precisamente sobre estas consequências da crise sanitária que incidirá o segundo painel de debate, sob o mote "É tempo de olhar em frente", que procurará analisar as lições aprendidas nos últimos 15 meses e lançar medidas que permitam uma recuperação rápida e eficaz da atividade assistencial. Neste momento do programa participam Alexandre Lourenço, presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares, António Araújo, diretor do serviço de oncologia do Centro Hospitalar e Universitário do Porto, Armando Carvalho (CHUC) e Carlos Rabaçal, chefe de serviço de cardiologia no Hospital Vila Franca de Xira. O secretário de Estado da Saúde, Diogo Serras Lopes, assegurará a abertura da conferência, cujo encerramento fica a cargo do ministro da Economia, Pedro Siza Vieira.

A conferência "Sustentabilidade em Saúde" será transmitida, em direto, na antena e no site da TSF a partir das 09h30 desta terça-feira, dia 15.

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