DGS investiga casos da nova variante em Lisboa

Em causa estão pessoas que viajaram da África Austral, mas Graça Freitas recusou a ideia de se tratarem de casos suspeitos

Graça Freitas, diretora-geral da Saúde, admitiu este sábado que estão a ser investigados casos da nova variante do vírus que provoca a covid-19, em pessoas que viajaram de África Austral, mas recusou serem "casos suspeitos".

"Neste momento há casos em investigação. Não pode dizer-se que são casos suspeitos. São casos que estão a ser investigados", afirmou quando questionada pela agência Lusa no final de uma visita ao Centro de Vacinação Covid-19 em São Domingos de Rana, Cascais.

Estes casos reportam-se a Lisboa, mas segundo Graça Freitas, "a qualquer momento pode surgir um alerta em qualquer região do país".

A diretora-geral da saúde fez um apelo para que as pessoas que chegarem em voos da África Austral e de Angola se dirijam a uma farmácia para fazerem um teste antigénio (gratuito).

"Até à data não foi detetado nenhum caso em Portugal. Não quer dizer que não estejamos à procura. As autoridades de saúde sinalizam casos importantes, que podem ser e são investigados, é feita a investigação genómica", acrescentou.

A diretora-geral aconselhou os viajantes oriundos daqueles países a repetirem o teste ao fim de cinco dias. "Se for positivo vão entrar automaticamente no sistema e vão ser encaminhados devidamente através da SNS 24 e serão acompanhados por médicos em domicílio ou em hospital", afirmou.

A nova variante do coronavírus chama-se Omicron e foi detetada na África do Sul. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o "elevado número de mutações" pode implicar maior infecciosidade.

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