DGS garante que não há motivo para alarme

Francisco George salientou que a maioria da população, sobretudo a jovem, tem defesas que adquiriu contra o vírus desde 2009 ou foi vacinada

O diretor-geral da Saúde esclareceu hoje que o vírus da gripe tipo A que circula este ano é o mesmo que tem estado presente em todas as gripes sazonais desde 2009, não existindo especial risco nem motivo de alarme.

Segundo Francisco George, a incidência tem sido até inferior à verificada em anos anteriores: este ano contam-se 50 novos casos por semana, por cada cem mil habitantes, enquanto em anos anteriores chegou a ser superior aos 130 casos por cem mil habitantes.

Não estamos especialmente preocupados com o problema da gripe

Quanto aos casos de pessoas internadas em unidades de cuidados intensivos por causa da gripe, o responsável sublinhou tratar-se de um número relativamente baixo e abrangendo apenas doentes com outras morbilidades associadas, portanto com um sistema imunitário fragilizado.

Em circunstâncias normais, e de uma maneira geral, a população está protegida contra este vírus tipo A, subtipo H1N1 - porque ganhou anticorpos durante estes sete anos em que se manteve em circulação, mas também porque este vírus está desde 2009 abrangido pela vacina.

"Não estamos especialmente preocupados com o problema da gripe. A situação foi antecipada, prevista e mobilizados meios para responder e reduzir o problema", disse Francisco George, durante uma conferência de imprensa destinada a esclarecer dúvidas relativamente aos hipotéticos riscos do vírus H1N1.

O responsável explicou que o termo gripe A foi a denominação para uma estirpe nova que não existia até 2009, mas desde então esta estirpe (H1N1) nunca mais deixou de circular. "Estamos em 2016 novamente com a mesma estirpe, com a mesma composição. Nos anos anteriores circulou, e no próximo ano e no outro a seguir também vai circular", disse.

A situação foi antecipada, prevista e mobilizados meios para responder e reduzir o problema

O diretor geral da Saúde especificou que "a taxa de incidência é ainda muito baixa", sendo de 50 casos novos por semana por cada cem mil habitantes, estimando-se que surjam todas as semanas cinco mil casos novos de quadros gripais, sobretudo em pessoas não vacinadas, uns provocados por vírus da gripe, outros por outros vírus respiratórios.

Uma especialista do Instituto Nacional Ricardo Jorge, presente na conferência, sublinhou que "a atividade é baixa para esta época do ano, cerca de metade da atividade do ano passado na mesma altura".

Quanto aos internamentos, na semana de 4 a 10 de janeiro houve sete casos de novos internados na rede de cuidados intensivos, que se somam aos da semana anterior (15 internados em cuidados intensivos), números que "correspondem às expectativas".

"Monitorizamos 29 unidades de cuidados intensivos em 23 hospitais. Neste momento podemos dizer que só 2,4% de todos os portugueses em camas de cuidados intensivos - que são 289 - são doentes por H1N1, portanto são sete portugueses", afirmou o responsável.

Francisco George garantiu que as autoridades de saúde não estão preocupadas porque a grande maioria da população, sobretudo a jovem, tem defesas que adquiriu contra o vírus desde 2009 ou foi vacinada.

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