Dezenas protestaram em Lisboa contra o fascismo e a corrupção: "As duas lutas estão ligadas"

Cerca de uma centena de pessoas concentrou-se na Praça do Martim Moniz, em Lisboa, para protestar contra a corrupção e o fascismo, visando sobretudo partidos de extrema-direita - como o Chega de André Ventura, que também se manifestou a poucos metros dali

A ação de protesto foi convocada pela Rede Unitária Antifascista (RUA) e decorreu a poucos metros do Rossio, local onde terminou uma outra manifestação convocada pela direção nacional do Chega contra a ameaça de ilegalização do partido.

As duas manifestações não chegaram a cruzar-se.

O protesto da RUA, que foi acompanhado por um forte dispositivo policial, para prevenir eventuais confrontos com os apoiantes do Chega, decorreu de forma pacífica com muitos gritos de ordem ao megafone contra o fascismo, o racismo, a xenofobia e a corrupção, aludindo ao caso da Operação Marquês, que envolve o ex-primeiro-ministro José Sócrates.

Em declarações à agência Lusa, Renata Cambra, uma das responsáveis pela manifestação, explicou que o objetivo era protestar contra a "corrupção política" e a extrema-direita, que "também alimenta e vive dessa corrupção".

"Achamos que as duas lutas estão ligadas porque a extrema-direita faz-nos olhar uns para os outros, como para quem está a receber o rendimento mínimo, quando na verdade são os grandes senhores do dinheiro e da política que usam o nosso dinheiro para ficarem mais ricos", argumentou.

Sempre num ambiente pacífico, as cerca de uma centena de pessoas e os promotores prometeram voltar às ruas no 25 de Abril para continuar a lutar contra o fascismo.

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