Crato: Exames do 4.º e 6.º ano "não fizeram mal a ninguém"

Painel de ex-ministros da Educação fez balanço positivo dos resultados recentes no PISA

O ex-ministro da Educação, Nuno Crato, defendeu as provas finais do quarto e sexto anos, que introduziu e que foram entretanto eliminadas pelo atual governo, defendendo que "não fizeram mal a ninguém" e que nem eram "bem exames".

Num painel moderado por um ex-ministro da Educação, Marçal Grilo, e com outros cinco presentes - David Justino, Carmo Seabra, Maria de Lurdes Rodrigues, Isabel Alçada e Nuno Crato - houve concordância no balanço positivo da evolução dos resultados dos alunos portugueses.

Registou-se também um consenso em torno do problema da retenção - Isabel Alçada defendeu mesmo que a obrigatoriedade de chumbar alunos perante determinados resultados (três negativas ou duas, quando a Português e Matemática) deveria ser substituída pela conversão do chumbo numa "possibilidade, entre outras".

David Justino e Maria de Lurdes Rodrigues identificaram também a retenção como o principal problema do país.

Já Nuno Crato defendeu que os chumbos baixaram significativamente, considerando "residuais" os mais de 2% de chumbos que ainda existem no quarto ano e repetindo a sua máxima de que os jovens devem "passar todos, mas sabendo".

Antes, Lurdes Rodrigues tinha deixado uma referência indireta a outra medida de Crato - os cursos vocacionais duais do terceiro ciclo, lembrando que a OCDE critica o encaminhamento precoce dos alunos para estas vias.

O debate "PISA - Avaliação, Resultados, Desafios", decorre em Lisboa e é promovido pela Fundação Francisco Manuel dos Santos.

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