Comandante da Escola Naval avisa que "abusos não são tolerados, muito menos autorizados"

As declarações do comandante surgem depois de esta semana terem sido conhecidos relatos de alegados abusos físicos e psicológicos entre cadetes da Escola Naval, sobre os quais a Marinha já abriu um processo interno de diligências.

O comandante da Escola Naval advertiu esta sexta-feira que "abusos não são tolerados, muito menos autorizados" e eventuais casos detetados são "exemplarmente punidos", exortando a todos os que tenham conhecimento de eventuais suspeitas que contactem diretamente esta instituição.

"De facto, os abusos não são tolerados, muito menos autorizados pelo comando da Escola Naval e todos os que são detetados são exemplarmente punidos", declarou o contra-almirante Mário Simões Marques que falava na cerimónia de Compromisso de Honra, realizada esta sexta-feira neste estabelecimento de ensino superior público universitário militar da Marinha, localizado em Almada (distrito de Setúbal).

Esta cerimónia, que contou com a presença de vários familiares e colegas, bem como professores, marcou a passagem dos mais recentes 48 alunos do curso "Capitão-de-mar-e-guerra Saturnino Monteiro", a cadetes efetivos.

As declarações do comandante surgem depois de esta semana terem sido conhecidos relatos de alegados abusos físicos e psicológicos entre cadetes da Escola Naval, sobre os quais a Marinha já abriu um processo interno de diligências.

Aos jornalistas, à margem da cerimónia, a porta-voz da Marinha, comandante Nádia Rijo, adiantou que "à data de hoje foram já feitas algumas diligências, nomeadamente revistas de corpo" e já foram feitos inquéritos individuais a todos os cadetes, que têm tido "acompanhamento psicológico".

"À data ainda não existe matéria que corrobore qualquer situação menos normal daquilo que tem sido o percurso destes cadetes alunos, que hoje se tornaram cadetes da Escola Naval", adiantou.

A porta-voz acrescentou ainda que "tal como foi dito pelo comandante da Escola Naval, a Marinha, a Escola Naval, não admite nem vai admitir qualquer circunstância que atente contra os valores e princípios desta instituição", sendo "totalmente inadmissível que tais praticas possam ocorrer".

"Naturalmente, se houver indícios que alguma situação destas possa ocorrer, será atuado em conformidade", vincou.

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