Cogumelos que brilham no escuro podem ajudar a criar "árvores-candeeiros"

Uma planta ou uma árvore capaz de brilhar no escuro poderia ser utilizada, por exemplo, na iluminação das ruas, de forma sustentável

Cientistas que estudam o brilho noturno de alguns cogumelos que podem ser encontrados na floresta amazónica brasileira conseguiram finalmente descrever a estrutura química da proteína responsável pela bioluminescência destes fungos. Um passo muito importante que pode levar, por exemplo, à criação de plantas e árvores que brilham no escuro, que poderiam ser usadas na iluminação das ruas.

"Ao contrário de outras luciferinas [classe de pigmentos responsável pela bioluminescência], a dos fungos é compatível com a bioquímica das plantas, e espero que isto permita a criação de uma planta luminescente de forma autónoma, uma que não precise da adição de luciferina, mas que seja capaz de sintetizá-la por si", explica Ilia Yampolsky, que liderou a investigação, citado pelo Guardian.

A emissão de luz por cogumelos bioluminescentes é pouco entendida e estudada, apesar de ter sido observada inicialmente por Aristóteles, explica o site de um grupo de trabalho da Universidade de São Paulo. Cassius Stevani e os colegas tentaram perceber as vantagens desta luz para os fungos, espalhando cogumelos de plástico com luzes LED na floresta, e concluíram que a luz atraía animais que dispersam esporos, o que pode ser importante para os fungos.

Mas, além do porquê, faltava descobrir como. Yampolsky liderou a equipa que fez a descoberta - estes fungos luminescentes usam um tipo de luciferina muito diferente das outras oito classes de moléculas já descritas. Ou seja, descobriram uma nona luciferina. "É um mecanismo totalmente diferente de emissão de luz", diz Yampolsky.

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