Sete detidos em operação nacional que envolve buscas a sucateiras

Operação Carbono arrancou esta quarta-feira de manhã e decorre em simultâneo nos distritos de Santarém, Porto, Leiria e Coimbra. Visa residências de suspeitos dos furtos, sucateiras e outros locais referenciados

Sete pessoas foram detidas esta quarta-feira numa operação da PSP em vários distritos e que envolve a prática dos crimes de furto e recetação de catalisadores e branqueamento de capitais, disse à Lusa fonte da PSP.

Em comunicado enviado à Lusa, a PSP esclareceu que seis pessoas foram detidas em cumprimento de mandados de detenção e uma em flagrante delito pelo crime de tráfico de estupefacientes.

As detenções foram resultado de 11 buscas domiciliárias e 16 não domiciliárias, que permitiram ainda a "apreensão de várias dezenas de catalisadores, 400 euros em dinheiro, dois motores e outros componentes de viaturas furtadas, uma arma de fogo, ferramentas utilizadas nos furtos, e bidões contendo 250 litros de gasóleo suspeito de serem também provenientes de furtos".

"Foi possível recolher prova do comércio ilícito destes componentes sob a forma de resíduos, matéria sobre a qual se tem intensificado a partilha de informação com a Agência Portuguesa do Ambiente", acrescentou o comunicado.

A Operação Carbono decorreu em simultâneo nos distritos de Santarém, Porto, Leiria e Coimbra e visou residências de suspeitos dos furtos, sucateiras e outros locais "referenciados durante as investigações por comercializarem ilicitamente esses componentes, sob a forma de resíduos, provenientes de furtos das viaturas", referiu a PSP.

A operação decorreu de vários inquéritos, sob orientação do Mistério Público das respetivas comarcas e com a colaboração da Agência Portuguesa do Ambiente.

"Desde o início de 2020, altura em que se verificaram as primeiras ocorrências, a PSP, registou até ao dia de ontem [terça-feira] 2772 ocorrências e foram efetuadas 307 detenções de suspeitos por furto de catalisadores em todo o território nacional, tendo-se verificado o aumento deste tipo de crimes desde o início do de confinamento, o que representa cerca de dois milhões de prejuízos causados às vítimas destes crimes", concluiu a nota enviada à Lusa.

Atualizado às 15:52

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