Cientistas russos foram cercados por ursos polares e estão presos no Ártico

Os ursos já mataram um dos cães dos cientistas russos e estão a cercar a estação onde eles vivem há duas semanas

Cientistas russos estão presos numa pequena ilha no Ártico há duas semanas porque foram cercados por um grupo de 12 ursos polares. Os investigadores estão na ilha Troynoy, no Mar de Kara, a norte da Sibéria, e terão de esperar mais de um mês para serem resgatados, segundo a agência de notícias russa Tass.

"Uma ursa fêmea tem dormido por baixo da janela da estação desde sábado à noite. É perigoso sair e ficámos sem qualquer material para espantar os predadores", disse à Tass Vadim Plotnikov, um dos cientistas.

Um dos ursos polares matou um dos cães do grupo de cientistas, que fazem observações meteorológicas na ilha que tem apenas 27 quilómetros de comprimento, e desde então não se vai embora.

Vassiliy Shevchenko, diretor da agência à qual pertence a estação de investigação, explicou à Tass que vão ser enviados cães e materiais para a proteção dos cientistas, mas que o navio que os vai levar vai demorar "pelo menos um mês" a chegar à ilha.

Até lá, os cientistas foram aconselhados a não saírem da estação de investigação e a terem "extremo cuidado". Os ursos provavelmente vão abandonar a ilha de Troynoy no final de outubro ou início de novembro, quando a água à volta da ilha congelar, para procurarem alimentos em outros lados, acrescentou Shevchenko.

O diretor afirmou ainda que não é a primeira vez que enfrentam uma situação deste tipo. "Incidentes como este já aconteceram antes na ilha Troynoy, porque os ursos habitam nesta área e as pessoas trabalham lá".

Os ursos polares são dos maiores carnívoros terrestres e uma das espécies em vias de extinção. Segundo a Tass, vivem no Ártico entre cinco mil e sete mil ursos polares.

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