Carta aberta contra filme sobre racismo no Padrão dos Descobrimentos. "É um insulto"

Um conjunto de historiadores e professores universitários lançou uma carta aberta contra o que classificam de "insulto mesquinho à nossa história e aos nossos avós".

A exibição esta sexta-feira e sábado do filme "O Princípio, o Meio, o Fim e o Infinito", curta-metragem de Pedro Coquenão, no Padrão dos Descobrimentos, que reflete sobre o colonialismo e racismo, é contestado por conjunto de historiadores e professores universitários. Em carta aberta dizem que se trata de "uma provocação".

"O Padrão dos Descobrimentos não é um lugar qualquer. Não sendo monumento nacional - inexplicável falha que haverá, a breve trecho, que corrigir - as suas pedras são símbolo destacado e internacionalmente reconhecido do país", referem os subscritores da carta, que consideram o filme um "insulto mesquinho à nossa História e aos nossos avós, não é compatível com o Padrão dos Descobrimentos".

A carta é subscrita, entre outros, pelo presidente da Nova Portugalidade, Rafael Pinto Borges, o antigo diretor do Museu da Marina, José Rodrigues Pereira, o historiador Manuel Filipe Canaveira, o investigador Alexandre Franco de Sá, a deputada do PPM na Assembleia Municipal de Lisboa, Aline Beuvink, e Pedro Sampaio Nunes, ex-secretário de Estado da Ciência e da Inovação no Governo de Pedro Santana Lopes.

Os subscritores recordam ainda que o Padrão dos Descobrimentos é gerido pela EGEAC, cuja a missão é "incentivar a discussão em torno da temática do monumento enquanto testemunho da memória e identidade cultural e patrimonial indissociável da História da Expansão Portuguesa e a sua presença do Mundo". Ora, argumentam, que pela exibição da curta-metragem do realizador Pedro Coquenão, que estreou no festival IndieLisboa no mês de agosto, que visa "afrontar e apoucar a memória dos Descobrimentos, a EGEAC treslê escandalosamente o seu propósito".

"É uma provocação que a sociedade civil não pode aceitar em silêncio: é um golpe contra a honra nacional, mas não o é menos contra o próprio nome de Lisboa, cidade pioneira da globalização e merecidamente orgulhosa de o ser", dizem.

Subscrevem ainda esta posição António Tânger Corrêa (Embaixador e Vice-presidente do partido Chega), Alexandre Franco de Sá (Professor - Universidade de Coimbra), Pedro Sampaio Nunes (Consultor, Secretário de Estado da Ciência e da Inovação do XVIII Governo Constitucional), José António Rodrigues Pereira (Oficial Superior da Armada aposentado, antigo Director do Museu de Marinha), José Antunes Calçada (Tenente-General do Exército na Reserva).

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