Cardeal patriarca considera que é "abusivo" legalizar a eutanásia

No Mosteiro dos Jerónimos Manuel Clemente frisou preferir ver uma sociedade "paliativa", que estivesse ao lado dos mais fracos

O cardeal-patriarca de Lisboa, considerou ser "abusiva" qualquer tentativa de legalizar a eutanásia. Manuel Clemente defendeu esta ideia na homilia da missa que teve lugar ontem no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, tendo, segundo a agência Ecclesia, dito preferir que existisse uma sociedade "paliativa" que estivesse ao lado dos mais fracos e necessitados.

"Recuarmos neste ponto seria gravíssima limitação da liberdade autêntica", acrescentou. A celebração, onde foram ordenados um padre e cinco diáconos, representou a conclusão do Sínodo Diocesano. O também presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, sublinhou ainda a importância de defender a vida "do nascimento ao crescimento, até à morte natural".

O patriarca pediu também às comunidades católicas "mais presença e companhia" junto de quem sofre e apelou a que as paróquias estejam "mais atentas ao que se passa no exterior e à sua volta".
No final do Sínodo Diocesano - que decorreu entre 30 de novembro e 4 de dezembro em Torres Vedras - foi divulgado um documento em que se alerta para a necessidade de a igreja ser mais acolhedora. Santidade, missão, comunidade, iniciação Cristã, família, vocação e sinodalidade são, segundo Manuel Clemente, os seus pontos primordiais.

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