Cadela segue ultramaratonista durante mais de 100 quilómetros

O atleta lançou agora uma campanha de angariação de fundos para adotar o animal

Dion Leonard percorreu grande parte do deserto de Gobi, na China, na companhia de uma cadela vadia. O ultramaratonista australiano sediado em Edimburgo, Escócia, não sabe de onde o animal surgiu, mas sabe que o perseguiu durante quase todas as duras etapas da prova, no que totalizará cerca de 125 quilómetros. Agora quer adotar a cadela, que batizou de Gobi.

Foi no início da segunda etapa da prova Gobi March, parte da corrida 4 Deserts, que se realizou no mês passado, que Dion Leonard se apercebeu da presença da cadela, a olhar para ela na partida. Durante todo o dia, o animal acompanhou o atleta e, quando essa corrida terminou, acompanhou-o até à tenda. Foi aí que, segundo explicou o ultramaratonista, se estabeleceu uma ligação especial.

Já na véspera a cadela andara de volta de um grupo de atletas norte-americanos, que a começaram a chamar de Tinto, mas depois de conhecer o australiano de 42 anos o animal passou a andar sempre atrás dele.

Dion chamou-a de Gobi, como o deserto que atravessava nesta prova, ao longo de 250 quilómetros, durante sete dias. A cadela perseguiu-o em todas as etapas, exceto na quarta e quinta, porque o atleta não deixou, evitando que esta tivesse de suportar temperaturas a rondar os 52 graus. Mas na meta, lá estava Gobi, sempre à espera dele.

Terminada a prova, o ultramaratonista voltou para casa. Mas a 27 de julho lançou uma campanha de recolha de fundos para poder adotar Gobi. A cadela está na China, ele vive em Edimburgo, e há muita burocracia para tratar, regras para cumprir, quarentena para fazer - deverá ter de esperar pelo menos seis meses para a reencontrar. Conseguiu reunir as cinco mil libras (5800 euros) de que precisava em apenas 24 horas, mas agora mantém a campanha aberta e planeia doar o dinheiro restante a canis.

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