Bispo espanhol considera fertilização in vitro "bruxaria de laboratório"

"Todo tipo de fecundação artificial rompe a harmonia da criação", defende o bispo

A primeira bebé proveta já nasceu há 37 anos, e desde então mais de cinco milhões de crianças nasceram através da fertilização in vitro, mas para o bispo de Córdova este método é "bruxaria química de laboratório". Na mensagem de Natal partilhada na internet, Demetrio Fernández diz que os filhos só podem nascer através do "abraço amoroso" dos pais e que este "não pode ser substituído nunca pela pipeta de laboratório".

"Todo tipo de fecundação artificial rompe a harmonia da criação", continua o bispo. No mesmo vídeo, Demetrio Fernández diz ainda que "quanto mais masculino for o homem melhor para todos" já que a este cabe assegurar proteção e segurança, um símbolo de força, "representa a autoridade que ajuda a crescer". Para a mulher fica reservada a missão de dar calor ao lar.

Segundo o jornal El País, não é a primeira vez que este bispo faz declarações polémicas. Em 2011 disse que a Unesco tem um plano para tornar metade de população mundial homossexual.

A igreja católica rejeita a fertilização in vitro, mas tem concentrado as críticas na eliminação dos embriões que não são implantados, visando sobretudo as técnicas de seleção genética, mesmo quando servem para eliminar a passagem de doenças. Para a Igreja, "suprimir os não-saudáveis representa para qualquer consciência uma supressão de um ser humano vivo e inocente".

No entanto, o bispo de Córdova vais mais longe ao falar de bruxaria: "aquelarre", a palavra uasada pelo bispo, é uma reunião de bruxas.

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