Barcelos estima área de floresta ardida em 3000 hectares

Licínio Santos disse que este poderá ter sido o maior incêndio de sempre em Barcelos

O incêndio florestal que deflagrou no domingo em Tamel Santa Leocádia, Barcelos, e se estendeu a quase uma dezena de freguesias terão consumido cerca de 3.000 hectares, admitiu esta terça-feira o comandante operacional municipal.

Licínio Santos, que falava no final de uma reunião da Comissão Municipal de Proteção Civil, acrescentou que aquele poderá ter sido "o maior incêndio de sempre desde que há registos em Barcelos", superando o de 2006, que consumiu 2.580 hectares de floresta.

O responsável disse que o incêndio foi hoje dado como dominado mas "ainda está longe de estar fechado", e alertou para o perigo de reativações ou reacendimentos, pelo que ainda se mantêm cerca de 200 operacionais no terreno.

"Uma reativação é de uma violência tremenda", afirmou.

Notou que, apesar da dimensão do incêndio, "não houve uma casa beliscada", assim como não houve mortos nem feridos.

As chamas propagaram-se às freguesias de Fragoso, Aldreu, Palme, Feitos, Vilar do Monte, Vila Cova e Creixomil.

Na reunião de hoje da Comissão Municipal de Proteção Civil, foi decidido, por unanimidade, dar poderes ao presidente da Câmara, Miguel Costa Gomes, para acionar o Plano Municipal de Emergência "a qualquer momento" que entenda necessário.

Costa Gomes disse que o plano não vai ser acionado de imediato face à "regressão" daquele incêndio, mas sublinhou que "há riscos elevadíssimos" de reativações.

"Se for necessário, tenho agora poderes para acionar o Plano Municipal de Emergência, sem ter de reunir a Comissão Municipal de Proteção Civil", referiu.

O autarca destacou o trabalho dos bombeiros no combate às chamas e o apoio de populares e de empresas, disponibilizando máquinas, tratores e cisternas.

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