Baleias da Gronelândia cantam jazz para atrair parceiros

Estudo gravou sons feitos por estas baleias durante quatro anos. Todos os anos cantam músicas diferentes

As baleias da Gronelândia cantam jazz para impressionar os seus parceiros, o que já lhes valeu a alcunha de "Louis Armstrong" por parte dos cientistas que têm estudado as variações de sons produzidas por estes mamíferos.

As baleias polares, como também são conhecidas, não só são capazes de produzir sons elaborados, ao ponto de serem comparados a jazz, como não repetem o seu reportório de um ano para o outro. Como animal que tem a maior boca, conseguem cantar durante as 24 horas do dia, quando estão presas debaixo do gelo, durante o inverno polar.

Os cientistas, liderados pela professora Kate Stafford, da Universidade de Washington, usaram hidrofones (microfones aquáticos) para gravar a estação de acasamento destas baleias. Recolheram gravações entre 2010 e 2014. "Se a música da baleia jubarte é comparada à música clássica, as baleias da Gronelândia cantam jazz", refere a coordenadora do estudo, citada pelo Independent.

A enorme variação de sons que estas baleias produzem têm espantado os investigadores: podem produzir padrões específicos de sons e repeti-los durante meses, na mesma estação, mas nunca se repetem nos anos seguintes. Ao todo, foram identificadas 184 canções diferentes.

As conclusões deste estudo foram publicadas esta quarta-feira no jornal Biology Letters.

As baleias da Gronelância estão ameaçadas. Antes de começarem a ser comercializadas no século XVII, estimava-se que existissem 50 mil exemplares, apenas na zona de Spitsbergen, onde foram recolhidos os dados. Agora, não vivem aqui mais de 100 baleias. No total, existem cerca de 10 mil baleias da Gronelândia.

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