Baixa de Albufeira com metade das lojas fechadas no reveillon

Os comerciantes da baixa de Albufeira tinham 60 dias para recuperar das cheias de novembro e abrir portas para a noite de passagem de ano

Foi uma luta contra o tempo que nem todos conseguiram ganhar. Os comerciantes da baixa de Albufeira tinham 60 dias para recuperar das cheias de novembro e abrir portas para uma noite que é sempre de bons negócios mas dificuldades financeiras e atrasos na entrega de materiais impediram que tal acontecesse. Por causa disso, cerca de metade dos estabelecimentos comerciais manteve-se fechada na última noite do ano. Já quem conseguiu abrir as portas, esteve sempre cheio de clientes porque foram milhares os que escolheram Albufeira para entrar em 2016.

Mas ainda há marcas vísiveis da altura a que a água chegou, não só fora, como dentro de algumas lojas: riscos castanhos nas paredes, portas com a madeira estalada, pinturas desbotadas... Inevitavelmente, durante a tarde do dia 31, o assunto acabava por ser o principal tema de conversa entre quem chegava para a festa. Multiplicaram-se os olhares para dentro de casas fechadas, foram feitas muitas perguntas sobre o que aconteceu, um tema reavivado pelo recente acumular de chuva que três dias antes da festa ainda levou a água nas ruas dos bares. A meio gás, o negócio da restauração teve dificuldade em dar resposta aos clientes que logo cedo começaram a chegar. A família Oliveira, por exemplo, sem mesa reservada, diz que resolveu em boa hora antecipar o jantar para as 18 horas. "Foi uma sorte termos conseguido lugar numa pizzaria, porque 15 minutos depois estava completamente cheia".

O tempo ajudou já que a chuva - desta vez - só espreitou e a temperatura do ar manteve-se agradável para dezembro. No palco virado para a Praia dos Pescadores, Anselmo Ralph foi a estrela que reuniu pelo menos 50 mil pessoas. No areal ainda cabia mais gente mas era difícil lá chegar. Mariana Antunes contou ao DN que preferiu ficar na zona do miradouro: "A fila para descer na escada rolante até à Praça dos Pescadores era gigante e vimos que já não tínhamos tempo para dar a volta pela estrada. Viemos para aqui às 23 horas mas era tanta gente que acabámos a meia noite aqui em cima!"

Menos restaurantes, menos comércio e menos bares abertos, terão justificado o aglomerado de pessoas nas ruas estreitas da baixa de Albufeira. "Podia ser assim mais vezes...divertimo-nos na rua, dançamos na rua, é quase uma festa única, contou Francisco Silva, da Batalha, a encabeçar um "comboio humano" que avançava ao som das músicas que saíam de cada bar.Para evitar confusões no interior dos estabelecimentos, alguns proprietários optaram mesmo por fazer das ruas uma pista de dança, "estes dois bares como estão em frente um do outro, optamos por ter um só DJ. E como temos colunas dentro e fora, é o cliente que escolhe onde quer ficar, explicou ao DN um dos proprietários do bar Sete e Meio

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