Antidepressivos funcionam? Novo estudo garante que sim

Estudo que incluiu mais de 100 mil homens e mulheres que já tiveram depressão considerou todos os tipos de antidepressivos mais ativos no combate aos sintomas que o placedo

Há evidências muito fortes de que os antidepressivos são eficazes no tratamento à depressão aguda em adultos. Esta é a conclusão de um estudo, que se prolongou durante seis anos, e que foi agora publicado. Os autores sublinham a importância de um estudo sobre uma doença que afeta 350 milhões de pessoas em todo o mundo e cuja prevalência está a aumentar.

A revista The Lancet publicou um estudo de revisão de 522 ensaios clínicos, com 21 antidepressivos diferentes. A recolha de dados abrangeu 116 477 homens e mulheres que tiveram depressão e que foram alvos de tratamento clínico, pelo menos, durante dois meses.

Os cientistas envolvidos neste estudo são da opinião de que todos os tipos de antidepressivos estudados, sem exceção, foram mais eficazes no objetivo de diminuir os sintomas de depressão ao longo do tempo do que o placebo - considerando um antidepressivo eficaz aquele que conseguisse diminuir a sintomatologia em 50%.

"Os antidepressivos são uma ferramenta eficaz para a depressão. A falta de tratamento para a depressão é um enorme problema por causa do impacto na sociedade", justificou Andrea Cipriani do Oxford Health Biomedical Research Centre, que liderou o estudo

A surpresa foi parcial, pois esperava-se que alguns antidepressivos se mostrassem mais eficazes do que o placebo, mas ninguém perspetivava que todos se mostrassem superiores ao placebo. "Estávamos abertos a qualquer resultado, por isso podemos dizer que esta é a resposta final a uma dúvida de anos", disse o investigador principal do estudo, AndreaCipriani, da Universidade de Oxford, no Reino Unido.

Entre os antidepressivos também foi possível estabelecer um ranking de eficácia. Agomelatina, amitriptilina, escitalopram, mirtazapina, paroxetina , venlafaxina e vortioxetina foram aqueles que se mostraram mais combativos no ataque à redução dos sintomas. Os menos eficazes, concluíram os autores do estudo, mostraram ser a fluoxetina (Prozac, um dos menos eficazes mas dos mais bem tolerados), a fluvoxamina, a reboxetina e a trazodona.

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