Imagem aérea do complexo industrial da CUF no Barreiro, em 1938.
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Alfredo da Silva, o janota de bengala que industrializou Portugal

A 30 de junho de 1871 nasceu na agora Rua da Prata aquele que se tornaria um dos mais importantes empresários portugueses. Criou um império industrial, mas não só, e revolucionou uma vila que passou a viver à sombra da CUF.

O que o país não tem a CUF cria." "Nunca aos meus operários faltou pão e trabalho." Estas frases são atribuídas a Alfredo da Silva e, provavelmente, são duas imagens perfeitas do homem que terá sido o mais influente industrial português do final do século XIX e da primeira metade do século XX. O empresário que nasceu há 150 anos (30 de junho de 1871) foi uma das figuras centrais do desenvolvimento de um Portugal então marcado pela ruralidade e com uma indústria incipiente.

A história de Alfredo da Silva (que morreu a 22 de agosto de 1942 aos 71 anos e que por estes dias é recordado numa conferência organizada pela Fundação Amélia de Mello) confunde-se com a criação daquele que terá sido o primeiro império industrial do país e com a evolução do Barreiro, que passou de uma vila piscatória e rural para se transformar numa cidade marcada pela ação do homem nascido "às 12h15 no 3.º andar do edifício n.º 185 da Rua Bela da Rainha [agora conhecida como Rua da Prata]", como se conta na fotobiografia editada pelo Círculo de Leitores, em 2003, sob a direção de Joaquim Vieira, com Júlia Leitão de Barros e Ana Filipa Silva Horta.

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