Alemanha envia médicos e material para Portugal já esta quarta-feira

Na quarta-feira vão chegar a Portugal 26 profissionais de saúde, 50 ventiladores, 150 bombas de infusão e 150 camas vindas da Alemanha

A Alemanha vai enviar para Portugal 26 profissionais de saúde, entre eles oito médicos, já na quarta-feira, como parte de uma missão de ajuda de combate à pandemia de covid-19, revelaram esta segunda-feira fontes oficiais alemãs à Lusa.

O ministério da Defesa alemão, num comunicado enviado à agência Lusa, refere ainda o envio de material médico, entre eles 40 ventiladores móveis e dez estacionários, 150 bombas de infusão e 150 camas hospitalares.

"Apoiamos os nossos amigos europeus, também na luta contra o coronavírus. Combinei com o meu homólogo João Cravinho (ministro da Defesa português) que a 'Bundeswehr' (Forças Armadas alemãs) vão enviar pessoal e material médico para Portugal. A solidariedade fortalece a Europa", revelou a ministra da Defesa, Annegret Kramp-Karrenbauer, no documento enviado à Lusa.

Numa primeira fase, a ajuda deverá estender-se por um período de 21 dias. Os profissionais de saúde e o equipamento médico chegam ao aeroporto Humberto Delgado na quarta-feira.

Portugal registou esta segunda-feira 275 mortes relacionadas com a covid-19 e 5805 casos de infeção com o novo coronavírus, segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS).

O boletim da DGS revela também que estão internadas 6869 pessoas, mais 175 do que no domingo, das quais 865 em unidades de cuidados intensivos, ou seja, mais sete, valores que representam um novo máximo desde o início da pandemia.

Desde março de 2020, Portugal já registou 12 757 mortes associadas à covid-19 e 726 321 casos de infeção pelo coronavírus SARS-CoV-2, estando esta segunda-feira ativos 179.180 casos, menos 2 443 do que no domingo.

A pandemia de covid-19 já provocou pelo menos 2 227 605 mortos resultantes de mais de 102,8 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Áustria vai receber doentes portugueses nos cuidados intensivos

O chanceler austríaco, Sebastian Kurz, anunciou esta segunda-feira que o seu país vai receber doentes portugueses em cuidados intensivos por covid-19, em sinal de "solidariedade europeia", refere a agência EFE.

"A pandemia da covid-19 representa enormes desafios para todos os países europeus. É uma exigência de solidariedade europeia ajudar rapidamente e sem burocracia para salvar vidas", escreveu o governante conservador na sua conta no Twitter.

A medida foi tomada depois que Kurz oferecer a ajuda da Áustria numa conversa telefónica com o primeiro-ministro português, António Costa.

Kurz não informou quantos pacientes a unidade de cuidados intensivos da Áustria vai receber e a agência de notícias Apa adianta que os dados serão divulgados pelas autoridades de saúde portuguesas.

Questionado pela agência Lusa sobre este apoio, o Ministério da Saúde não confirmou, afirmando apenas que "todas as hipóteses estão a ser consideradas no sentido de continuar a assegurar os cuidados de saúde aos portugueses".

"Num quadro de apoio externo, os mecanismos de cooperação europeia são obviamente uma possibilidade, em função da evolução que se vier a verificar", refere numa resposta escrita à Lusa.

O chefe de Governo austríaco recordou que o seu país já havia recebido doentes de Itália, França e Montenegro para ajudá-los durante os picos da pandemia.

Espanha oferece ajuda

O Governo espanhol ofereceu-se para ajudar Portugal a lutar contra a falta de meios hospitalares no quadro da pandemia de covid-19, disse esta segunda-feira à agência Lusa o embaixador de Portugal em Madrid, João Mira Gomes.

"Houve uma oferta de apoio por parte das autoridades espanholas", disse João Mira Gomes, acrescentando que agora estão a ser avaliadas, a um nível técnico, as "modalidades desse apoio".

Segundo fonte espanhola, o contacto inicial foi feito pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros de Espanha junto da embaixada portuguesa em Madrid, mas a política de Saúde em Espanha está descentralizada pelas comunidades autónomas, o que dificulta a articulação da ajuda.

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