Abortos por opção da mulher com número mais baixo desde a despenalização

O aborto por opção da mulher diminuiu 1,9% no ano passado

As interrupções de gravidez por opção da mulher continuaram a diminuir em 2015: no ano passado foram registados 15 873 abortos, o número mais baixo desde que a nova lei entrou em vigor, há nove anos, mostram os dados oficiais da Direção-geral da Saúde.

ez,5%) das 16 454 interrupções de gravidez feitas no ano passado - as restantes devem-se a perigo para saúde da grávida, malformações e doenças do feto e ainda em gravidezes resultantes de violações.

O relatório anual mostra que metade das mulheres que abortaram por opção referiram ter um ou dois filhos, sendo que 42,3% ainda não era mãe, dados semelhantes aos verificados em anos anteriores. Uma em cada cinco mulheres que resolveram abortar estava desempregada.

Quanto a interrupções de gravidez anteriores, 70% das mulheres que decidiram abortar em 2015 nunca tinha realizado qualquer outro aborto, 21% já tinham feito uma intervenção, quase 6% tinha feito duas e 2,5% já tinham realizado três ou mais.

Uma em cada cinco mulheres fez um aborto pela segunda vez

O relatório com os registos de interrupção da gravidez está disponibilizado no site Saúde Sexual e Reprodutiva da Direção-geral da Saúde (DGS).

O aborto por opção da mulher diminuiu 1,9% entre 2014 e 2015, tendo sido feitas 15 873 interrupções por decisão da grávida. Trata-se do número mais baixo desde 2008, primeiro ano completo desde que entrou em vigor a lei que despenalizou o aborto até 10 semanas de gravidez.

Entre 2008 e 2011 houve uma tendência de subida das interrupções, que começaram a descer a partir de 2012, com um decréscimo acentuado de 6,6% nesse ano. Também de 2013 para 2014 se verificou outra descida significativa, de 8,7%.

O documento da DGS exibe ainda que mais de sete em cada 10 abortos foram feitos em unidades oficias do Serviço Nacional de Saúde.

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