"A empregabilidade está nestas áreas"

Ricardo carvalho é o presidente executivo da Fundação da Juventude, que organiza a Mostra Nacional de Ciência, Ricardo Carvalho destaca o interesse cada vez maior das escolas nos projetos de ciência e tecnologia. O objetivo, frisa, é envolver cada vez mais estudantes.

Que balanço faz da participação portuguesa ao longo destes anos no Concurso da União Europeia para Jovens Cientistas?

É muito positiva. Desde 1993 que estamos em competições internacionais e já ganhámos mais de 16 prémios. Sobretudo nos últimos três, quatro anos, temos conseguido uma notoriedade muito grande nestes certames. Em 2014, pela primeira vez, Portugal ganhou dois primeiros prémios com projetos na área da biologia e da matemática. No ano passado, nos EUA, ganhámos um quarto prémio na área da astronomia. Tem-se notado uma qualidade cada vez maior dos trabalhos apresentados e jovens cada vez mais preparados, o que se traduz em mais prémios. O desafio é chegar ao maior número de escolas e envolver o maior número de alunos.

Quais são as expectativas para a participação portuguesa deste ano?

São sempre altas. Vamos sempre motivados para estas participações internacionais, mesmo sabendo que a concorrência é forte. Vamos com a expectativa de ganhar um dos prémios e ter o reconhecimento destes dois projetos. Também há uma qualidade crescente nos outros países, alguns onde até existe mais tradição ao nível da educação para as áreas a concurso. Mas partimos com uma expectativa elevada.

É da Mostra Nacional de Ciência que saem os participantes no concurso europeu para jovens cientistas. Que mostra é esta?

É uma science fair portuguesa, organizada pela Fundação da Juventude, e resulta do concurso nacional Jovens Cientistas. A fundação lança um concurso em que as várias escolas e professores apresentam projetos nas áreas da ciência e tecnologia. O júri elege numa primeira fase os cem melhores projetos a nível nacional, que estão durante três dias em competição nesta mostra nacional. Os eleitos representam Portugal nos certames a nível internacional.

Como é que avalia a participação das escolas?

Cada vez mais há um comprometimento das escolas e dos professores com esta iniciativa, que consideramos ser o grande projeto educativo que existe a nível nacional na sociedade educativa no que diz respeito à educação para a ciência, tecnologia, engenharia e matemáticas. Cada vez mais, a empregabilidade está nestas áreas. Não só é uma prioridade da União Europeia para 2020, como o próprio mercado de trabalho requer jovens altamente qualificados nestas áreas. Estes projetos sensibilizam os jovens para terem um gosto e uma apetência pela ciência e pela tecnologia. Mostram que estas duas áreas não são nenhum bicho de sete cabeças, mas sim áreas com grande empregabilidade.

E qual tem sido a recetividade por parte dos jovens?

Estão sempre altamente motivados, porque entram nesta lógica de competição, desenvolvem um projeto e têm contacto com as universidades e centros de investigação. Por isso é que investimos muito na mostra, já que durante três dias os estudantes estão num ambiente de competição e de partilha com jovens do país inteiro, o que lhes muda as perspetivas de vida.

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