2017 tem o menor número de roubos a carrinhas de valores de sempre

Até agora houve seis assaltos, o que a PJ considera único. Bando que fazia assaltos em Lisboa e Setúbal foi detido

Um dos últimos grupos de assaltos a carrinhas de transporte de valores que estava no ativo foi desmantelado com a detenção dos seus três elementos pela Unidade Nacional Contra Terrorismo (UNCT) da Polícia Judiciária. Desde o ano passado, foram desarticulados quatro bandos perigosos dedicados a esta criminalidade, o que vai fazer com que 2017 possa vir a fechar como um ano recorde neste tipo de crime, segundo fonte da Judiciária. Até ao momento houve seis assaltos à mão armada registados este ano a carrinhas de valores, quando em 2016 foram registados 23. Os três assaltantes detidos há poucos dias, e que ficaram em prisão preventiva, faziam parte de um gangue que estava a ser investigado pela UNCT há quase um ano, desde 25 de novembro de 2016, data em que terão assaltado uma carrinha de transporte de valores na Moita. Durante esse roubo, que aconteceu às 9.00 quando a carrinha ia carregar uma ATM junto um centro comercial naquela vila, os suspeitos ameaçaram o vigilante com uma arma de fogo e feriram-nos com uma coronhada na cabeça. Fugiram com largos milhares de euros.

Como os três elementos (um português e dois estrangeiros) atuaram com o rosto encobertos investigação foi difícil, o que explica que só ao fim de quase um ano os três suspeitos tenham sido detidos. Durante este tempo terão feito outros assaltos semelhantes nos distritos de Lisboa e Setúbal e os inspetores descobriram, a meio da investigação, que estariam também ligados a outros crimes, nomeadamente tráfico de droga. Foi possível também identificar uma série de pessoas que ajudariam os três alegados assaltantes nos crimes, segundo adiantou fonte da PJ.

Os inspetores perceberam que os suspeitos tinham uma organização bem montada, planeando os assaltos ao pormenor, desde as horas aos locais, e escolhendo bem os carros que iam usar para a fuga. Aliás, nesta operação em que os três foram detidos, a Judiciária cumpriu oito mandados de busca a carros, todos eles de alta cilindrada, e 18 mandados de buscas a casas - muitas delas dos suspeitos e algumas de pessoas que foram identificadas como estando no círculo próximo. Os carros foram mesmo comprados (e não roubados) mas a PJ está a avaliar em que nomes se encontram alguns dos bens. Os três homens já tinham antecedentes criminais por roubos, sendo que um deles até já cumprira pena por esse crime. A UNCT vai continuar a investigar os crimes do de que o grupo é suspeito.

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