150 transferências de escolta entre GNR e PSP desde o início da vacinação

Carrinha que transporta vacinas é escoltada pela GNR. PSP toma o seu lugar no último ponto do trajeto.

O desentendimento entre PSP e GNR sobre quem deveria fazer a escolta da carrinha que transportava as vacinas da Pfizer/Biontech para o Alentejo e Algarve é caso isolado. Segundo fonte do sector, ao DN, já foram realizadas 150 transferências de escola desde que começou a vacinação.

No domingo à noite, o gabinete do Ministério da Administração Interna anunciou que tinha determinado a abertura de um inquérito urgente por parte da Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI) sobre os "incidentes" em Évora no acompanhamento de vacinas" contra a covid-19.

O inquérito respondia aos "incidentes ocorridos hoje no acompanhamento da distribuição de vacinas da covid-19 em Évora", entre a PSP e GNR, determinou a abertura de um inquérito urgente" pela IGAI, pode ler-se no comunicado divulgado pelo Ministério da Administração Interna (MAI).

Além disso, acrescentou a mesma nota, enviada à Lusa, Eduardo Cabrita "solicitou à Secretária-Geral do Sistema de Segurança Interna informação sobre quais as regras de acompanhamento e desembaraçamento do trânsito definidas para concretizar essa distribuição".

A TVI noticiou esta segunda-feira à noite que "um conflito de interesses entre PSP e GNR acabou por impedir a saída da carrinha que está a fazer a distribuição da vacina na região Sul do país". O desentendimento levou a que a vacina chegasse com atraso do Hospital de Évora.

É à GNR que cabe a escolta das carrinhas que transportam as vacinas do centro de abastecimento dos hospitais para as várias regiões do país. A PSP entra em cena na última parte do percurso. "Assegura o desembaraçamento de trânsito apenas quando o film do percurso termina na sua área", segundo o documento que especifica o papel das forças de segurança.

Não era o que acontecia em Évora. A carrinha seguia para o Algarve.

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