O coronavírus é um problema mundial e a UE proporciona uma solução global.

Se o coronavírus representa uma ameaça para um país, representa uma ameaça para todos nós. Não respeita limites ou fronteiras nacionais e é verdadeiramente global, tanto em termos de alcance como em termos de impacto.

Apesar de o controlo do vírus ser um desafio universal, alguns países - especialmente os que passaram recentemente por conflitos, catástrofes naturais, instabilidade política ou outras crises - estão em desvantagem quando se trata da coordenação de uma resposta eficaz.

A União Europeia e os seus Estados-Membros (numa abordagem "Equipa Europa" unida) asseguraram 36 mil milhões de euros para apoiar os esforços no combate ao vírus de países em África, no Médio Oriente, em zonas da Ásia e Pacífico, na América Latina, nas Caraíbas, nos Balcãs Ocidentais e em regiões vizinhas da UE. O apoio financeiro destina-se a combater a crise de um ponto de vista global; não se focando apenas na Europa, mas apoiando os esforços de países vulneráveis em todo o mundo. "Só conseguiremos ganhar esta batalha com uma resposta global coordenada," disse a Presidente da Comissão Europeia Ursula von der Leyen. "Por isso, apoiaremos os nossos parceiros."

Fazer face a necessidades urgentes
Como uma das primeiras entidades a aderir ao Plano de Resposta ao Coronavírus da Organização Mundial de Saúde (OMS) em fevereiro de 2020, a UE tem estado empenhada no apoio ao combate global do coronavírus logo desde o início da pandemia. Como resultado disto, foram imediatamente disponibilizados 30 milhões de euros para os 10 países que já enfrentavam crises humanitárias urgentes. Em maio de 2020, um financiamento adicional de 50 milhões de euros foi desbloqueado para apoiar os povos mais afetados, como os Rohingya e aqueles que vivem nas regiões mais atingidas, como o Sahel, o Iémen ou o noroeste da Síria.

Desde maio de 2020, a UE também utilizou pontes aéreas humanitárias para transportar mais de 1100 toneladas de equipamento médico e ajuda humanitária, e mais de 1700 especialistas para regiões afetadas por conflitos em todo o mundo.

Levar ajuda a países devastados pela guerra
Muitos países que passaram por conflitos carecem de infraestruturas, capacidades e recursos para combaterem o vírus de forma eficaz. No Iémen, um país que enfrenta a pior crise humanitária do mundo após 5 anos de um conflito implacável, a UE possibilitou ao Fundo de População das Nações Unidas (UNPFA) distribuir 10 000 kits de emergência a pessoas em estações de quarentena. Do mesmo modo, na Somália, a guerra civil contínua debilitou o sistema de saúde e deixou muitas pessoas com necessidade urgente de ajuda. A UE apoiou a organização humanitária Ação Contra a Fome nos seus esforços para formar prestadores de cuidados de saúde e aumentar a consciencialização sobre o vírus entre as comunidades que vivem no país.

Mais perto da Europa, a UE também prestou assistência aos que sofreram os efeitos do conflito persistente na Ucrânia ocidental, ajudando-os no acesso a serviços sociais e de cuidados de saúde vitais.

Apoiar os refugiados e as comunidades deslocadas
Entre os mais vulneráveis à propagação do vírus estão os refugiados e pessoas que foram deslocadas internamente devido a conflitos. No Afeganistão, por exemplo, a UE está a disponibilizar financiamento à OMS para proteger pessoas vulneráveis, incluindo famílias internamente deslocadas e repatriados do Irão e do Paquistão. No Bangladesh, a UE disponibilizou financiamento à Comissão Internacional de Resgate para administrar uma clínica de ajuda aos 900 000 refugiados Rohingya do país que vivem em campos.

Além disto, o financiamento humanitário da UE disponibilizou sabão e materiais de desinfeção aos refugiados sírios no Líbano, ajudando a deter a propagação do vírus entre os que vivem em abrigos.

Disponibilizar equipamento médico e ajuda vitais no terreno

Em agosto, máscaras de proteção facial, que fazem parte da reserva rescEU da UE, foram entregues à Croácia, Montenegro e à Macedónia do Norte. A reserva foi criada em março, para garantir uma quantidade suficiente de equipamento crucial como ventiladores, equipamento de laboratório e equipamento de proteção individual.

O Mecanismo de Proteção Civil da UE foi utilizado para enviar uma equipa de emergência médica italiana composta por 6 peritos para o Azerbaijão, onde permaneceu 2 semanas a ajudar no combate ao vírus.

Neste contexto de pandemia, a ajuda humanitária é mais importante do que nunca. A Covid-19 é uma crise global e, como tal, só pode ser resolvida a um nível global. Ao apoiar populações vulneráveis em todo o mundo, a UE está, não só a proteger os mais necessitados, mas também a ajudar a comunidade global a implementar uma resposta eficaz e constante contra o vírus.

Artigo desenvolvido em parceria com a Comissão Europeia.

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