Vaticano com reservas à eliminação de feriados religiosos

Um enviado do Papa a Lisboa disse à TSF que os feriados religiosos que o Governo português quer eliminar são duas celebrações essenciais que não se podem deitar fora. De recordar que em cima da mesa está a eliminação do 15 de agosto e o 1 de novembro.

"São duas datas muito particulares. O 1 de novembro é a festa de Todos os Santos, a festa da comunidade, da família. Não se pode deitar fora esta festa. O 15 de agosto é a Assunção da Virgem Maria, que é o destino de todos nós, de certa forma. Porque é que se atacaria esta celebração?", adiantou o monsenhor Fábio Fabri.

Este responsável lembrou que em Itália o feriado móvel do Corpo de Deus foi passado para o domingo, mas sublinhou que alterar datas cheias de simbolismo em nome da produtividade, como as propostas pelo Governo português, é estranho. "Isto aconteceu também em Itália. Trocou-se a celebração de quinta-feira para domingo. Tudo bem. A Igreja é mãe e aceita dos filhos pedidos estranhos. A mãe diz sempre que sim, mesmo quando percebe que lhe 'estão a roubar a marmelada' finge que não vê. Depois, o tempo dirá", acrescentou Fabri à TSF.

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