Criança adoptada pela IURD apresenta queixa contra jornalista da TVI

Alexandra Borges é acusada de suborno. Queixa está agora no DIAP de Lisboa

Filipe Cardoso, uma das crianças alegadamente adotada em Portugal de forma ilegal pela Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), há cerca de 20 anos, apresentou uma queixa-crime contra a jornalista da TVI Alexandra Borges, acusando-a de suborno.

Segundo a queixa enviada ao Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa, a que a Lusa teve acesso, Filipe Cardoso alega que a jornalista Alexandra Borges, uma das autoras da reportagem da TVI "Segredo dos Deus", o tentou subornar e à sua mulher.

A queixa deu entrada na sexta-feira, que foi aceite pelo Ministério Público (MP), tendo sido entregue à 5.ª secção do DIAP de Lisboa.

Como provas, a defesa do jovem, atualmente a viver no Brasil, apresenta cópias de conversas telefónicas e mensagens trocadas com a jornalista.

Alexandra Borges desmente e diz que se trata de uma difamação

Contactada pela Lusa, Alexandra Borges desmentiu a tentativa de suborno, dizendo que se trata de uma difamação.

"O meu trabalho fala por mim", disse a jornalista.

A reportagem da TVI denunciou, em dezembro, uma alegada rede de adoções ilegais de crianças por parte da IURD.

Posteriormente o Ministério Público (MP) abriu inquérito, que ainda decorre, sobre os procedimentos do MP no caso de crianças acolhidas num lar da IURD e que terão sido irregularmente encaminhadas para adoção.

Crimes terão acontecido na década de 1990, com crianças supostamente levadas de um lar em Lisboa

O autor da queixa é uma das crianças visadas na reportagem, hoje adulto e alegadamente roubado à mãe biológica e adotado por Cristiane Cardoso, filha do bispo da IURD Edir Macedo.

Os supostos crimes terão acontecido na década de 1990, com crianças levadas de um lar em Lisboa, que teria alimentado um esquema de adoções ilegais em benefício de famílias ligadas aquela igreja que moravam no Brasil e nos Estados Unidos.

A IURD tem refutado as acusações de rapto e de um esquema de adoção ilegal de crianças portuguesas e considera-as fruto de "uma campanha difamatória e mentirosa".

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