"Um sorriso e o toque das mãos" curam tanto como os medicamentos

Sentimento de segurança e relação de proximidade é tão grande que muitos doentes preferem ficar internados no IPO do que regressar a casa.

Leandra não passou bem a noite. Chorou porque não conseguia dormir - o colega da cama ao lado ressona - e aproveita a manhã para pedir à enfermeira se pode mudar de quarto. Esta ouve-a atentamente, sentada ao seu lado, enquanto lhe segura a mão.

A mudança não é garantida, mas a conversa animada ajuda a arrancar alguns sorrisos envergonhados a esta menina açoriana de 16 anos, que há três meses chama casa ao IPO (Instituto Português de Oncologia) de Lisboa. Da sua família fazem agora parte as enfermeiras, os médicos e auxiliares. Laços que os profissionais acreditam serem fundamentais para a recuperação dos doentes e que o DN foi ver como se constroem no dia-a-dia.

"Peneirosa", como lhe chama a enfermeira, o vermelho das suas roupas, num quarto vestido de branco torna-a facilmente o centro das atenções. Isso e o facto de ser uma das doentes mais jovens da enfermaria. Antes de entrar neste quarto, em agosto, estudava hotelaria em Ponta Delgada, de lá veio apenas a mãe, que nunca abandona a cabeceira da sua cama, nem para dormir.

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