Último adeus com fado de Coimbra

Curta cerimónia fúnebre no cemitério do Alto de São João, em Lisboa, com dezenas de figuras públicas e cidadãos anónimos

Fado de Coimbra e aplausos marcaram a curta cerimónia fúnebre de António Almeida Santos, antigo presidente do Parlamento, que se realizou esta quarta-feira no cemitério do Alto de São João, em Lisboa.

A urna, com uma guarda de honra formada por dois agentes da GNR à frente e três atrás, deixou a Basílica da Estrela sob os aplausos de muitos dos presentes às 13:00. Figuras como o Chefe do Estado, Cavaco Silva, os ex-presidentes Ramalho Eanes e Jorge Sampaio e os candidatos presidenciais Sampaio da Nóvoa, Maria de Belém e Cândido Ferreira, estiveram no local.

O cortejo fúnebre, com diversos batedores à frente, passou depois junto à Assembleia da República - onde muitos deputados estavam a aplaudir - e à sede do PS, no Largo do Rato, dirigindo-se em seguida para o cemitério.

Sem a presença de jornalistas, a pedido expresso da família de Almeida Santos, o carro com a urna coberta pela bandeira nacional entrou no cemitério cerca das 14:45 sob aplausos. Não houve cerimónia religiosa por vontade do ex-presidente honorário do PS, tendo o corpo sido cremado.

O candidato presidencial Marcelo Rebelo de Sousa apareceu no cemitério, onde também estiveram o presidente da câmara de Lisboa, Fernando Medina, o ministro Vieira da Silva, José Sócrates, Manuel Alegre, Vera Jardim e Fernando Gomes.

No cemitério, ouviu-se música cantada por um grupo coral e elementos da associação de antigos alunos de Coimbra ao som de acordes de guitarra: a "Valsa para o tempo que passou", de António Portugal, e "Ré menor", da autoria do próprio Almeida Santos.

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