TSF e Antena 1 com temas alternativos para o último duelo

O debate entre as duas estações foi complicado de conseguir, mas hoje será o último confronto entre Santana e Rio.

O processo foi atribulado. Os candidatos à liderança do PSD não se entendiam nem sobre o número de debates nem sobre onde os fazer. Depois de partirem muita pedra, e alguns avanços e recuos, a TSF e a Antena 1 resolveram unir esforços e conseguiram um duelo final entre Rui Rio e Santana Lopes.

Hoje no auditório da Antena 1, os dois candidatos à sucessão de Pedro Passos Coelho vão enfrentar-se pela última vez antes da ida às urnas dos militantes do PSD para escolher um deles para a liderança do partido. Anselmo Crespo, subdiretor da TSF, e Maria Flor Pedroso, editora de Política da Antena 1, conduzem o debate, que dificuldades acrescidas em relação aos das televisões. O primeiro na SIC e o segundo ontem na TVI.

"A parte mais complicada é o de ser um debate que vai decorrer às 10:00 da manhã, depois de um debate às 20:00 do dia anterior", afirma ao DN Anselmo Crespo. Preparar as perguntas em conjunto com a editora de Política da Antena 1 é "a parte tranquila", porque argumenta o subdiretor da TSF "somos dois moderadores da Política".

A dificuldade é a de tentar que o debate entre Rio e Santana "tenha valor acrescentado" e não se limite a "chover no molhado", diz Anselmo Crespo. Ou seja, os dois jornalistas estiveram, em várias conversas à mistura - e depois de seguirem os outros debates e de lerem tudo o que os candidatos têm dito - , à procura de temas alternativos aos que já foram explorados pelas televisões.

"Não queremos repetir muitos do que já foi dito. Tentámos perceber o que fica para explorarmos e ainda há muitos aspetos que não estão totalmente esclarecidos", diz Maria Flor Pedroso.

Os dois jornalistas vão estar atentos até ao último minuto do debate na TVI à espera que muitas das perguntas que têm preparadas não sejam "queimadas", como se diz na gíria jornalística.

Flor Pedroso sublinha a importância do último confronto entre Santana e Rio, que "pela última vez se vão olhar olhos nos olhos" antes das eleições de sábado. A jornalista destaca ainda "o momento histórico" de um debate organizado em conjunto entre a TSF e a Antena 1.

Rádio Renascença: "Diluição da marca só num evento excecional"

A Rádio Renascença (RR) decidiu não integrar a pool de rádios para o último debate entre os candidatos à liderança do PSD, ao contrário do que aconteceu nas eleições legislativas de 2015, em que as três rádios se uniram para o confronto entre António Costa e Pedro Passos Coelho. A diretora de informação da RR, Graça Franco, justifica a opção: "Considerámos que para as marcas se unirem teria de ser um evento absolutamente excecional, porque implica a diluição das marcas". E, afirma, "as eleições diretas de um partido, ainda que o maior, não justifica isso". A RR tentou em vão um frente-a-frente exclusivo.

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