'Troika' aconselhou fim de firmas que recrutam médicos

A ministra da Saúde disse ter recebido "orientações" da Troika para acabar com as contratações de empresas que prestam serviços médicos e apostar nas contratações individuais de profissionais.

"Há uma orientação de que não podem ser contratadas empresas mas antes de médicos individualmente" para não haver "especulação" dos preços pagos por hora aos médicos, afirmou aos jornalistas Ana Jorge. A ministra admitiu que o preço das horas cobradas à tutela pelos chamados 'turbomédicos' "é um problema grave de grande preocupação porque desregula muito o sistema". Entre as indicações da Troika para a saúde, Ana Jorge disse que vai haver "maior rigor nas taxas moderadoras", admitindo que podem ser revistas no sentido de acabar "com algum abuso das pessoas".

Na área do medicamento, as orientações vão no sentido das políticas que o Ministério da Saúde vem a implementar desde 2010, com a redução das comparticipações a 100 por cento "para evitar abusos" e, em contrapartida uma aposta em "mais genéricos", justificando que são os "medicamentos de maior qualidade e mais baratos".

Ana Jorge explicou também que haverá "maior rigor nos transportes" de doentes, para acabar com os "abusos" de utentes. A ministra falava aos jornalistas na quinta-feira à noite na Lourinhã, à margem de uma conferência sobre saúde em que participou como oradora, promovida no âmbito da discussão do Plano Estratégico da Lourinhã.

Mais Notícias

Outras Notícias GMG