Três nomes portugueses nos Papéis do Panamá: Luís Portela, Manuel Vilarinho e Ilídio Pinho

Expresso divulga mais pormenores sobre a investigação do caso das offshores. E inclui no caso pela primeira vez o grupo Espírito Santo

Os empresários Luís Portela (chairman da BIAL), Manuel Vilarinho (ex-presidente do Benfica) e Ilídio Pinho (que criou recentemente uma fundação em seu nome) são os três nomes que o "Expresso" avança esta sexta-feira à noite como constando nos chamados Papéis do Panamá.

Ao todo, escreve ainda o semanário na sua primeira página, há "mais de 240 portugueses nas offshores".

O jornal adianta ainda que o Panamá "ajudou a esconder" durante 21 anos um saco azul do Espírito Santo que assentava em cerca de 300 offshores criadas pela empresa Mossack Fonseca.

E reitera a informação avançada pela TVI de que alguns ex-ministros portugueses eram clientes de um gestor de fortunas que trabalhava com aquela empresa que foi a fonte dos 11,5 milhões de documentos que ficaram internacionalmente conhecidos como Panama Papers.

No programa Expresso da Meia Noite, na SIC Notícias, o jornalista Micael Pereira explicou a discrepância entre as notícias que davam conta de que haveria 36 nomes portugueses nos documentos para o atual número de 240: dada a quantidade de documentos em causa, os jornalistas do Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação estão a fazer vários "varrimentos" aos dados, cruzando referências, pelo que estes elementos estão em permanente atualização.

No mesmo programa, Ricardo Costa, diretor de informação da Impresa - empresa que detém o Expresso - afirmou ainda que estes três empresários foram contactados. "Manuel Vilarinho, por exemplo, confirmou que tinha essas contas", disse Costa. Vilarinho admitiu que teve uma offshore nos Estados Unidos, ligada ao processo Monte Branco, mas reiterou que uma offshore não é por si só ilegal.

Segundo a SIC Notícias, Ilídio Pinho rejeitou ter criado uma offshore em 2006, ainda que o seu nome apareça nos documentos, junto com mais oito pessoas que podiam mexer em contas de uma empresa ligada a um offshore no Panamá.

Já Luís Portela afirmou que a empresa que fundou, a Bial, tem uma filial no Panamá e que como tal tinha lá uma conta bancária, garantindo que a sua ação cumpria todas as imposições legais.

Escreve ainda a SIC Notícias que também a Abreu Advogados está identificada nos documentos como um dos intermediários nos negócios com a Mossack Fonseca.

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