Três dias de serviços mínimos deixam mais de 8 mil cirurgias em risco

Greve e tolerância de ponto garantem serviços equivalentes a fins de semana e feriados, obrigando a reagendar atos programados. Sindicatos médicos pedem a intervenção do primeiro-ministro

Mais de 8 mil cirurgias programadas e 180 mil consultas de especialidade podem estar em risco de serem adiadas por causa dos dois dias de greve dos médicos e da tolerância de ponto dada pelo governo. Esta terça-feira uma delegação dos dois sindicatos médicos - Sindicato Independente dos Médicos e Federação Nacional dos Médicos - desloca-se à residência oficial do primeiro-ministro para pedir a intervenção de António Costa.

Irão entregar às 18 horas uma carta, explica um comunicado conjunto dos dois sindicatos, "onde alertam para o conflito aberto pelo ministro da Saúde" e pedem a intervenção do primeiro-ministro para encontrar "urgentemente uma solução que impeça o agravamento crescente do processo de luta em desenvolvimento".

De acordo com o Jornal de Notícias, no ano passado os hospitais realizaram uma média de 2800 cirurgias programadas e 60 700 consultas da especialidade por dia útil, números que multiplicaram por três (dois dias de greve e um de tolerância de ponto), concluindo que mais de 8 mil cirurgias e 180 mil consultas podem estar em risco de ser adiadas.

Os efeitos estão dependentes do nível de adesão dos médicos à greve de amanhã e quinta-feira, obrigando depois ao reagendamento das intervenções que não se realizaram. Quanto à sexta-feira, dia de tolerância de ponto a propósito da visita do Papa, o reagendamento das cirurgias e consultas pôde ser feito em antecipação.

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